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Campo Grande, Domingo, 20 de Outubro de 2019

03/09/2019 18:10

Com dólar alto, comércio da Capital prega patriotismo para elevar vendas

CDL anuncia campanha com descontos de até 50% e envolvimento de mais de 300 lojas; “concorrência” com a Black Friday não preocupa

Humberto Marques e Tainá Jara
Autoridades e comerciantes apresentaram campanha nesta terça-feira na sede da CDL. (Foto: Tainá Jara)Autoridades e comerciantes apresentaram campanha nesta terça-feira na sede da CDL. (Foto: Tainá Jara)

Alegando abertamente aderir à “onda nacionalista” no Brasil, e também de olho no dólar alto –que prejudica a concorrência do outro lado da fronteira com o Paraguai–, o comércio da área central de Campo Grande anunciou realizar entre 5 e 10 de setembro uma campanha de vendas alusiva à Semana da Pátria. A intenção é reunir cerca de 300 empresas que, durante o esforço promocional, oferecerão descontos de até 50% (ou até maiores, em alguns casos).

A ação da Semana da Pátria foi anunciada nesta terça-feira (3) na sede da CDL-CG (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Campo Grande), decorada em verde e amarelo para ressaltar a bandeira do Brasil –enquanto associados à entidade usavam camisetas que ressaltavam o orgulho em ser lojista brasileiro. A banda do CMO (Comando Militar do Oeste) executou o Hino Nacional.

Presidente da CDL-CG, Adelaido Vila, afirmou que a associação “foi tomada pelo movimento nacionalista”, com a intenção de que a campanha “possa fazer parte da história de Campo Grande, sendo um ato importante na defesa da nossa pátria e desse sentimento de brasilidade”.

Presente ao lançamento da campanha, o chefe de Estado-Maior do CMO (Comando Militar do Oeste), o general de Brigada Giovani Carrião de Freitas deu boas-vindas à CDL na ação. “Há um ano sonhei que o Brasil voltasse a se orgulhar de suas cores. E o sentimento patriótico tem se diluído no nosso país. Essa iniciativa da CDL é uma forma de despertar esse sentimento”, pontuou. “Para mudarmos o nosso país, temos de começar por nossa casa”, emendou.

A campanha já deve contar com dois reforços nas próximas horas: o assessor especial do governo, Carlos Alberto Assis, destacou que o salário do funcionalismo estadual será disponibilizado para saque na quinta-feira (5) e, até o dia seguinte, devem ser pagos os proventos dos servidores municipais.

De olho na movimentação, a empresária Ester Azevedo disse que sua ótica prepara descontos especiais para servidores, entre 50% e 70%, na venda de lentes e armações. “Esperamos atrair mais clientes com essas promoções”, afirmou.

Adelaido considera que Black Friday na fronteira não é concorrente de ação de vendas na Capital. (Foto: Tainá Jara)Adelaido considera que Black Friday na fronteira não é concorrente de ação de vendas na Capital. (Foto: Tainá Jara)

Concorrência – Centralizada na Semana da Pátria –que inclui o 7 de Setembro, data da Declaração de Independência do Brasil–, a campanha também terá como concorrente outro esforço de vendas que, anualmente, atrai milhares de consumidores às cidades na fronteira entre Brasil e Paraguai. A Black Friday começará também no dia 5, de olho no feriado brasileiro e envolvendo grandes lojas de departamentos de cidades como Pedro Juan Caballero, vizinha de Ponta Porã.

Adelaido admite que a ação de vendas no Paraguai também foi considerada na campanha, “mas não foi o grande provocador do movimento”, uma vez que “entendemos que não concorremos com a Black Friday, pois a nossa é muito melhor: atrai público vizinho a Campo Grande, temos segurança, preços muito bons e produtos pagos com reais, e não com o dólar alto do jeito que está”.

Nesta terça, o dólar encerrou a R$ 4,17 na cotação comercial –abaixo do que é comumente praticado por muitas lojas na fronteira. A alta na cotação da moeda norte-americana –que em agosto superou a barreira dos R$ 4– também foi lembrada pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD) como ponto favorável à campanha da Semana da Pátria.

O presidente da CDL ainda lembrou que, no mesmo período de 2018, ocorreu o Liquida Centro –também com descontos para os clientes da Capital. “Agora estamos alterando o projeto, mudando as cores da liquidação para fazer parte deste grande projeto, maior, que é de resgate ao patriotismo”, finalizou.



Não é camisa verde, amarela, azul ou qualquer outra cor que vai resolver o problema.
O que vai resolver o problema é a geração de empregos.
A população precisa de renda pra consumir.
O governo tem que adotar medidas pra isso.
Mas o presidente que aí está só pensa e fala besteiras.
 
Critico em 04/09/2019 08:55:07
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