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Economia

Com falência mantida, bens da Bigolin vão a leilão no prazo de 6 meses

A dívida supera R$ 100 milhões, mas valor definitivo segue em cálculo

Por Aline dos Santos | 28/10/2021 12:16
Bigolin segue de portas fechadas e com falência decretada pela Justiça. (Foto: Henrique Kawaminami)
Bigolin segue de portas fechadas e com falência decretada pela Justiça. (Foto: Henrique Kawaminami)

A falência do Grupo Bigolin foi mantida pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e, conforme prevê a lei, os bens vão a leilão no prazo de 180 dias (seis meses). O destaque é o centro de distribuição em Campo Grande, que vale R$ 18 milhões. Contudo, a dívida supera R$ 100 milhões.

Na terça-feira (dia 26), a 2ª Câmara Cível negou recurso para suspender a decisão que decretou a falência, datada de 19 de agosto deste ano. Conforme o relator, desembargador Vilson Bertelli, houve descumprimento das obrigações previstas no plano de recuperação judicial. O voto do relator contra o recurso do Grupo Bigolin foi acompanhado, por unanimidade, pelos demais desembargadores.

Em outra frente, no processo que tramita na Vara de Falências, Recuperações, Insolvência e Cartas Precatórias Cíveis de Campo Grande, a administradora judicial Cury Consultores apresentou a avaliação dos bens do Grupo Bigolin. A lista tem centro de distribuição, terrenos, imóveis e produtos.

De acordo com o administrador judicial José Eduardo Chemin Cury, o próximo passo é a definição do leiloeiro. “Então, vamos marcar em conjunto. É uma decisão a seis mãos: juiz, leiloeiro e administrador judicial”, afirma.

Vista aérea do centro de distribuição, avaliado em R$ 18 milhões. (Foto: Reprodução/Processo)
Vista aérea do centro de distribuição, avaliado em R$ 18 milhões. (Foto: Reprodução/Processo)

O administrador judicial chegou a discutir a proposta de arrendar as lojas da Bigolin para concorrentes. O grupo pagaria aluguel e manejaria o estoque, que tem perecíveis (tinta, argamassa). Contudo, diante do prazo de 180 dias para leilão, não houve interessados.

Em 2016, quando teve o pedido de recuperação judicial deferido, o Grupo Bigolin tinha cinco empresas: Ângulo Materiais de Construção e Serviços, Bigolin Materiais de Construção, Casa Plena Materiais de Construção, D&D Comércio, Construção e Serviços e Nara Rosa Empreendimentos Imobiliários.

Agora, são somente duas ativas: Bigolin Materiais de Construção e Nara Rosa Empreendimentos Imobiliários. A dívida supera R$ 100 milhões, mas valor definitivo segue em cálculo. “São muitas variáveis. São mais de 450 ações trabalhistas. Se somar o valor dos pedidos, são R$ 25 milhões”, diz José Eduardo.

O Campo Grande News não conseguiu contato com o Grupo Bigolin.

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