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Campo Grande, Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019

02/04/2019 14:08

Com preço da batata nas alturas, dica é fazer maionese com macarrão

Produto teve aumento em março deste ano pesou no bolso dos comerciantes

Alana Portela
Quilo da batata atingiu recorde em março, R$ 3,40 Quilo da batata atingiu recorde em março, R$ 3,40

Com a batata subindo de R$ 3,10 para R$ 3,40 em março, novamente os empresários de Campo Grande tem de usar a criatividade para não levar prejuízo ou repassar os valores aos clientes. E não há muito mistério diante da inflação. A opção para as lanchonetes e restaurantes é substituir o produto por outra raiz.

O proprietário do Bene Vitto, localizado do Shopping Pátio Central da Capital, Marcos Aurélio, relata que substituição é a alternativa mais adequada para não prejudicar o cliente nem o empresário. “Quando sobe, trocamos por outro produto. No caso da batata lavada mudamos para a batata doce, mandioca. A ideia é diminuir o uso, pois aqui trabalhamos com 50 kg de batata por semana”, conta.

Marcos Aurélio ainda dá dicas para o consumidor não sentir o bolso “pesar” na hora da compra. “Se for fazer uma maionese, utilize um macarrão ou mandioca”, ensina. “Não passamos os valores para os clientes porque as verduras sobem e desce todo momento por conta do tempo, o maior aumento que tivemos foi o alface por conta das chuvas. Daqui uns dias começam os grãos de novo”, falou.

O preço, garante o sócio proprietário do Gira Grill, Edmar Santana ainda pesa mais para o lado do comerciante. “Na hora de comprar, pagamos mais caro, porém vendemos pelo mesmo preço porque com a economia do jeito que está, não tem como agregar o valor e passar para o consumidor final. Estamos assumindo essa conta. Prejudica mais o bolso do comerciante porque paga mais, mas não consigo repassar”, explica.

Mesmo assim, criar um menu nova também não é tarefa tão simples. “Não conseguimos mexer no cardápio todos os dias, contudo se o valor manter por mais tempo teremos que alterar no menu”, adianta Santana.

O empresário do ramo de fast food, Fábio Brandão conta que, independente dos insumos aumentarem os valores, o preço do cardápio continua o mesmo, mas a batata frita é substituida, por exemplo, por outro adicional na hora de montar o prato. “Não alteramos. O preço é garantido por seis meses. Pesa para gente porque aumenta o custo da mercadoria vendida. Entretanto, para não prejudicar os consumidores, tomamos algumas medidas internas, oferecemos outro adicional para o cliente”, destacou.

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