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Economia

Comerciantes apostam na última semana para aumentar vendas para Dia dos Pais

Hábito do consumidor de deixar para a última hora é esperança para comerciantes que viram vendas cair 50% em comparação a 2019

Por Ana Paula Chuva | 01/08/2020 11:30
Uma das poucas lojas no Centro que mudou vitrine para o Dia dos Pais. (Foto: Kisiê Ainoã)
Uma das poucas lojas no Centro que mudou vitrine para o Dia dos Pais. (Foto: Kisiê Ainoã)

A uma semana do Dia dos Pais, a procura por presentes ainda é baixa na região central de Campo Grande, e para os comerciantes a liberação dos programas emergenciais do governo, somada aos pagamentos dos salários e a ‘mania de deixar para a última hora’ são a esperança do aumento das vendas nos próximos dias.

“Comerciante vive de esperança né?”, desabafou Ricardo Alexandre, 45 anos, logo no começo da entrevista. Ele é proprietário de quatro lojas, contou ao Campo Grande News, que se comparar ao ano de 2019, a queda nas vendas para o Dia dos Pais foi de ao menos 50%.

“Estamos fazendo promoção e nossa esperança é mesmo a mania que o consumidor tem de deixar para a última hora.  Foi uma queda de 50% nas vendas se a gente comparar com 2019, o comércio tá sentindo bastante e fazendo mágica para se manter aberto”, detalha.

Segundo o gerente de loja de departamentos Kleverson Yoshimura, apesar do movimento fraco, os últimos três dias foram de aumento nas vendas com a liberação do auxílio.

“Só a liberação do auxílio já aumentou o movimento nos últimos três dias. A expectativa é que aumente mais nesta semana da data mesmo.”.

Para ele, a procura diminui sim em comparação ao período em 2019, mas Campo Grande ainda está melhor que em outras cidades. “A questão financeira pegou muito, o desemprego. Mas apesar de tudo aqui em Campo Grande estamos bem melhor do que em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Nossa realidade é diferente”, destacou.

Confirmando o que o comerciante Ricardo falou, a empregada doméstica Marilusa Gimenes, 45 anos, pretende comprar o presente nos últimos dias. “Eu vou deixar para a última hora mesmo. Sempre deixo. Mas vou comprar sim, sempre compro, porém o que vou comprar depende do preço (risos)”, conta.

Situação parecida com a da também empregada doméstica Juliana da Costa, 30 anos. “Não comprei ainda, mas vou comprar. Todo ano dou presente, sempre algo de uso pessoal, bermuda, camisa, sapato. Esse ano ainda não decidi, mas sempre compro o presente pro marido sim”, afirma.

Já a vendedora Viviane Oliveira, 26 anos, não comprou e nem pretende. “Lá em casa a gente não tem esse costume. O presente sou eu mesmo”, brinca.  “Mas como vendedora a gente percebe que as vendas deram uma caída nesse período mesmo”, conclui.



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