Consumidores de MS lideram busca por crédito no Centro-Oeste, aponta Serasa
Levantamento relata crescimento de 19% no Estado em 12 meses, acima da média nacional que foi de 15,7%

Mato Grosso do Sul registrou crescimento de 19% na demanda dos consumidores por crédito no acumulado entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, segundo o Indicador da Serasa Experian. O índice coloca o Estado acima da média nacional, que foi de 15,7% no período, e na liderança entre as unidades da federação do Centro-Oeste.
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Mato Grosso do Sul registrou crescimento de 19% na demanda por crédito nos últimos 12 meses, acima da média nacional de 15,7%, segundo a Serasa Experian. O estado lidera o Centro-Oeste e ocupa a 7ª posição no ranking nacional. O avanço foi mais intenso entre consumidores de menor renda. Em janeiro de 2026, a demanda cresceu 25,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, nível próximo ao registrado durante a pandemia.
Na comparação regional, MS aparece à frente de Goiás (17,2%) e Mato Grosso (16%), enquanto o Distrito Federal teve o menor avanço, com 12,9%. O resultado confirma que todas as unidades da região apresentaram aumento na busca por crédito, ainda que em ritmos diferentes.
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No cenário nacional, a procura cresceu em todos os estados e Mato Grosso do Sul ficou com a 7ª maior procura entre as unidades da federação. Os maiores avanços foram registrados em Roraima (24,2%), Tocantins (22%) e Amazonas (21,9%). Já os menores índices apareceram no Ceará (9,7%), Distrito Federal (12,9%) e Maranhão (13%).
O levantamento também mostra que o crescimento da demanda é mais forte entre consumidores de menor renda. Pessoas que recebem até um salário mínimo e aquelas com renda entre um e dois salários mínimos tiveram alta de 21,7%, as maiores entre as faixas analisadas. Em seguida aparecem os grupos com renda de 5 a 10 salários mínimos (19,8%) e acima de 10 salários mínimos (19,2%).
Na avaliação da economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, a procura por crédito segue resiliente mesmo em um cenário de juros elevados e maior restrição na concessão. Segundo ela, há uma mudança no perfil do crédito, com menor participação de linhas mais baratas e de longo prazo e maior uso de modalidades rotativas, que têm custo mais alto.
“Esse padrão sugere que a manutenção do crédito está associada ao uso de instrumentos de curto prazo para recomposição de liquidez e ajuste do orçamento, especialmente entre consumidores de menor renda”, afirma.
Além do acumulado em 12 meses, a comparação anual também indica aquecimento. Em janeiro de 2026, a demanda por crédito cresceu 25,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, patamar considerado elevado do ponto de vista histórico e próximo ao observado durante a pandemia.
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