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Economia

Corumbá é destaque nacional no turismo entre as não capitais

Por Edivaldo Bitencourt | 02/12/2013 16:57
Cidade na fronteira com a Bolívia foi considerada o pólo do turismo no Centro-Oeste (Foto: Marcos Ermínio)
Cidade na fronteira com a Bolívia foi considerada o pólo do turismo no Centro-Oeste (Foto: Marcos Ermínio)

A cidade de Corumbá, a 419 quilômetros de Campo Grande, teve a maior evolução no Índice de Competitividade do Turismo do País entre as não capitais. O município é o principal pólo turístico da região Centro-Oeste, segundo o ministro do Turismo, Gastão Vieira.

No índice geral, a Cidade Branca teve evolução de 9,1 pontos, de 48,6 para 57,7 pontos. É a maior evolução entre as não capitais.

“Corumbá é hoje um pólo de desenvolvimento da região Centro-Oeste principalmente pela infraestrutura geral (75,2), o que se deve, em parte, ao serviço público de atendimento médico em emergências 24 horas, e pelos atrativos turísticos (69,2), o que se deve à conservação ambiental de seus recursos, especialmente no Pantanal”, ressalta o ministério, em nota sobre a divulgação da 5ª Edição do Índice de Competitividade do Turismo Nacional, ferramenta desenvolvida em conjunto com o Sebrae e Fundação Getúlio Vargas.

Corumbá teve evolução expressiva em 12 meses no quesito políticas públicas, com salto de 18,8 pontos, de 43,6 para 62,4 pontos. Na parte de monitoramento, a evolução foi ainda maior, de 34,8, de 12,7 para 47,7. Já no quesito aspectos culturais, o aumento foi de 14,7 pontos, de 44,4 para 59,1.

Campo Grande também recebeu o prêmio nesta segunda-feira, mas com a nota de 50,9 pontos no quesito atrativos turísticos. Segundo o ministério, o turismo brasileiro está competitivo desde que o Índice de Competitividade do Turismo foi instituído.

Houve aumento nos três grupos analisados: média nacional (de 52,1 para 58,8), média das capitais (de 59,5 para 66,9) e média das não capitais (de 46,9 para 53,1). São considerados dados de 2008 e 2013 respectivamente.

As cidades que apresentaram os melhores índices foram São Paulo (80,3), Porto Alegre (79,8) e Rio de Janeiro (78,7), em uma escala que varia de 0 a 100. “O índice nos permite avaliar o estágio real de desenvolvimento do turismo em cada município ou destino, entender onde as políticas de incentivo funcionaram e onde elas precisam ser repensadas. Serve para orientar a gestão pública tanto em nível local como federal”, diz o ministro do Turismo, Gastão Vieira.

A capital que mais evoluiu foi Vitória (de 66,7 para 73,9), considerando os dois últimos dados da pesquisa, 2011 e 2013. A capital capixaba se destacou especialmente no segmento capacidade empresarial (90,2) pela presença de instituições de ensino de formação técnica. Também obteve destaque em economia local (87,3), pelos benefícios de isenção ou redução de impostos para o setor.

“Posso dizer que temos mais segurança em nossos planejamentos. A série histórica permite um olhar apurado sobre os municípios”, afirmou o secretário nacional de Políticas de Turismo, Vinícius Lummertz.

O estudo avaliou a evolução de 13 aspectos que compõem a atividade turística: infraestrutura geral, qualidade de acesso, serviços e equipamentos turísticos, atrativos, marketing e a promoção do turismo, políticas públicas, cooperação regional, monitoramento, economia local, capacidade empresarial, aspectos sociais, ambientais e culturais.

Cidade localizada às margens do Rio Paraguai é destaque na preservação do meio ambiente (Foto: Marcos Ermínio)
Cidade localizada às margens do Rio Paraguai é destaque na preservação do meio ambiente (Foto: Marcos Ermínio)
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