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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

11/12/2016 12:42

Crise e uso do WhatsApp contribuem para queda de 10% nas linhas móveis

Alberto Dias

Com a crise econômica e usuários substituindo ligações por mensagens de texto, o número de celulares ativos caiu 9,62% em apenas um ano, o que corresponde a 26,3 milhões de linhas desligadas em todo o território nacional. As informações são da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e correspondem ao período compreendido entre outubro de 2015 e outubro de 2016. Atualmente, o país tem 247,4 milhões de linhas celulares ativas.

Outro ponto que contribui para a redução é que muitos usuários deixaram de ter chips de duas ou mais operadoras no mesmo aparelho. Tal fato é consequência da redução no número de chamadas e ligações mais baratas para diferentes operadoras, frente ao aumento do uso da internet para se comunicar, especialmente pelo WhatsApp. Para se ter uma ideia do tamanho da retração, somente em setembro e outubro deste ano, 3,5 milhões de linhas foram desligadas.

Conforme o pesquisador em telecomunicações do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Rafael Zanatta, “as pessoas estão escrevendo mais do que falando", caracterizando uma mudança cultural na maneira de se comunicar. "Reduziu o fenômeno do consumidor 'com todos os chips', pois o motivo principal para ter os chips de todas as operadoras era economizar. Com preços menores de ligações para operadoras distintas, o consumidor percebeu que poderia ter somente um chip”, disse Zanatta, em entrevista à Agência Brasil.

A queda é mais acentuada entre as linhas pré-pagas, que somavam 73,5% do total de clientes em outubro de 2015. Um ano depois, o percentual passou 68,75%. A Anatel também aponta a desaceleração da economia como um dos motivos do encolhimento da base de acessos móveis. Por fim, também é relevante o aumento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o setor de telecomunicações em 12 estados durante 2016. Em Mato Grosso do Sul um aumento de 50% no ICMS atingiu as TVs por assinatura, mas não a telefonia.



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