Dívidas de condomínios sobem 1.494% e batem recorde em protestos no MS
Volume de cobranças em cartório cresce mais de 15 vezes em 2025 e chega a R$ 4,5 milhões
As dívidas de condomínios no Mato Grosso do Sul cresceram de forma forte em 2025 e bateram recorde nos Cartórios de Protesto. Foram 4.050 cobranças levadas a cartório no ano passado, contra 254 em 2024. O aumento foi de 1.494%.
RESUMO
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Em dinheiro, o salto também foi grande. O valor das dívidas que foram protestadas saiu de R$ 1,3 milhão para R$ 4,5 milhões em um ano, um crescimento de 247%.
Na prática, isso mostra que síndicos e administradoras estão usando cada vez mais o cartório para cobrar quem atrasa o condomínio, em vez de esperar só por ação na Justiça.
Mesmo com o aumento das dívidas, uma parte dos valores está sendo recuperada. Em 2025, cerca de 26% das cobranças tiveram solução, seja por pagamento, acordo ou cancelamento.
No total, 1.046 dívidas foram resolvidas, somando R$ 883 mil recuperados. Esse índice é bem maior do que o da Justiça, onde a recuperação gira em torno de 3%. Mesmo assim, a maior parte das dívidas continua em aberto. Segundo os dados, 73,6% dos casos seguem sem pagamento.
Quando isso acontece, o nome do devedor fica negativado e ele pode ter dificuldades para conseguir crédito, financiamento ou fazer compras parceladas.
Problema que segue
Nos primeiros meses de 2026, o problema não deu trégua. Já foram 921 dívidas levadas a protesto, somando R$ 695 mil. Dessas cobranças, 658 já viraram protesto de fato, o que mostra que o sistema continua sendo usado com força.
O protesto é um jeito de cobrar dívida em cartório. O síndico ou a administradora leva os boletos atrasados e documentos do condomínio ao cartório ou usa um sistema online.
A dívida fica registrada em nome do dono do imóvel, que é o responsável pelo pagamento do condomínio, mesmo que o imóvel esteja alugado.


