Dólar à vista encerra a R$ 4,99 pela primeira vez em dois anos
Ibovespa atinge 198 mil pontos com expectativa de acordo no Oriente Médio
O dólar comercial fechou a R$ 4,99 nesta segunda-feira (13), com queda de 0,29%, após mudança no cenário externo com declarações dos Estados Unidos sobre possível acordo com o Irã. No mesmo dia, o Ibovespa subiu 0,34% e atingiu 198.001 pontos, maior nível da história.
RESUMO
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O dólar comercial fechou a R$ 4,99 nesta segunda-feira (13), queda de 0,29%, abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos. O Ibovespa subiu 0,34% e atingiu 198.001 pontos, recorde histórico. O mercado foi influenciado pelo conflito no Oriente Médio e por declarações de Trump sobre possível acordo com o Irã. O petróleo Brent subiu 3%, a cerca de US$ 98. O Focus apontou piora na inflação de 2026, que subiu para 4,71%, acima da meta.
A moeda encerrou abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos. Ao longo do dia, o mercado alternou perdas e ganhos, influenciado pelas notícias sobre o conflito no Oriente Médio.
Pela manhã, investidores reagiram de forma negativa ao fracasso nas negociações entre Estados Unidos e Irã no fim de semana. A falta de acordo elevou a cautela e pressionou ativos em diversos mercados.
O cenário mudou após declarações do presidente norte-americano, Donald Trump. Ele afirmou que recebeu contato de autoridades iranianas interessadas em retomar negociações, o que reduziu a aversão ao risco.
Mais cedo, o governo dos Estados Unidos iniciou bloqueio naval no Estreito de Ormuz. A região concentra cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo e é considerada estratégica para o fluxo global de energia.
A medida aumentou a tensão geopolítica e levou embarcações a evitarem a rota. Dois petroleiros ligados ao Irã deixaram o Golfo Pérsico, enquanto outras empresas redirecionaram trajetos.
O impacto apareceu no preço do petróleo. O barril do tipo Brent subiu cerca de 3% e foi negociado próximo de US$ 98. Já o WTI (West Texas Intermediate) avançou e ficou perto de US$ 97.
Apesar do risco de escalada militar, o mercado reagiu positivamente no fim do dia após sinais de possível diálogo. A leitura predominante entre investidores é de que uma negociação pode reduzir danos econômicos globais.
No Brasil, o destaque foi a divulgação do Boletim Focus, do Banco Central. O relatório apontou piora nas expectativas para a inflação em 2026, que subiu de 4,36% para 4,71%, acima do teto da meta.
A projeção para a taxa básica de juros foi mantida. O mercado espera a taxa básica de juros da economia em 12,50% ao fim de 2026 e em 10,50% em 2027, com expectativa de cortes graduais.
As estimativas para o crescimento econômico seguem estáveis. A previsão do PIB (Produto Interno Bruto) é de alta de 1,85% em 2026 e 1,80% em 2027.
No cenário externo, bolsas de Nova York fecharam em alta. O índice Dow Jones subiu 0,63%, o S&P 500 avançou 1,03% e o Nasdaq ganhou 1,23%.
Na Europa, os principais índices encerraram o dia em queda, pressionados pelas incertezas geopolíticas. Já na Ásia, os mercados tiveram desempenho misto e fecharam próximos da estabilidade.


