ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
OUTUBRO, QUARTA  28    CAMPO GRANDE 23º

Economia

Dólar à vista volta a recuar e encerra pregão cotado a R$ 5,34

Bolsa brasileira despenca mais de 2% em dia de cautela fiscal e juros nos EUA

Por Gustavo Bonotto | 28/10/2026 19:03
Dólar à vista volta a recuar e encerra pregão cotado a R$ 5,34
Cédulas do dólar. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (28) em queda de 0,19%, cotado a R$ 5,3401. Apesar do recuo, a moeda americana acumula valorização de 6,95% na semana. Já o Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, caiu 2,68% e fechou aos 171.006 pontos, com perda acumulada de 16,62% desde segunda (26).

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

O dólar comercial fechou a quarta-feira, 28, em queda de 0,19%, a R$ 5,3401, mas acumula alta de 6,95% na semana. O Ibovespa recuou 2,68%, aos 171.006 pontos. O petróleo Brent subiu 1,44%, a US$ 115,32, em meio a tensões entre Estados Unidos e Irã. O Fed manteve os juros entre 3,75% e 4% ao ano, conforme o esperado. No Brasil, investidores cobram controle de gastos públicos após a reeleição de Lula, e o governo vai propor projeto para reforçar a meta fiscal de 2027.

No câmbio turismo, usado como referência pelas casas de câmbio de Mato Grosso do Sul, o dólar subiu 0,01% e terminou o dia cotado a R$ 5,555. O valor cobrado nos estabelecimentos pode variar conforme as taxas de cada operação.

No mês, o dólar comercial registra alta de 3,20%, mas ainda acumula queda de 2,71% em 2026. A bolsa brasileira, por sua vez, perdeu 8,23% em outubro, embora mantenha valorização de 6,13% no ano.

O petróleo também registrou valorização nesta quarta, em meio às tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo Brent, referência internacional, avançou 1,44%, para US$ 115,32, enquanto o WTI (West Texas Intermediate), referência americana, subiu 2,88%, cotado a US$ 102,78.

O mercado financeiro acompanhou nesta quarta a decisão do Fed (Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos), que manteve os juros americanos entre 3,75% e 4% ao ano. A medida correspondeu às expectativas dos investidores. A instituição avaliou que a economia do país continua em expansão e que o consumo das famílias permanece resistente.

No Brasil, as preocupações com as contas públicas continuaram a influenciar o mercado desde a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no domingo (25). Investidores cobram medidas para controlar os gastos e reduzir os riscos de crescimento da dívida pública. O temor é que a situação pressione a inflação e mantenha a Selic, taxa básica de juros, elevada por mais tempo.

Na terça (27), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o governo federal enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei para reforçar o compromisso de atingir o centro da meta fiscal em 2027. A medida poderá exigir novos bloqueios de recursos no orçamento para controlar as despesas.

A equipe econômica também prepara a regulamentação do Imposto Seletivo, previsto na reforma tributária. A cobrança começará em 2027 e atingirá produtos e atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente, como bebidas alcoólicas, cigarros e determinados veículos.