Dólar tem 2º recuo consecutivo e segue fechando abaixo de R$ 5
Expectativa de acordo entre EUA e Irã melhora humor do mercado e leva Bolsa a novo recorde
O dólar fechou praticamente estável nesta terça-feira (14), com leve queda de 0,08%, cotado a R$ 4,992. O movimento veio na esteira do otimismo do mercado com a possibilidade de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, o que pode abrir caminho para o fim do conflito no Oriente Médio.
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Na véspera, o dólar já havia fechado em queda de 0,26%, a R$ 4,997.
É o menor valor desde 27 de março de 2024, quando a moeda terminou o dia a R$ 4,980. Durante o pregão, chegou a bater R$ 4,971 na mínima. No exterior, o comportamento foi parecido. Segundo o jornal Valor Econômico, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a outras moedas fortes, caiu 0,25%, aos 98,11 pontos.
Já a Bolsa brasileira seguiu na direção oposta e renovou recorde. O Ibovespa subiu 0,33%, fechando aos 198.657 pontos. No pico do dia, encostou nos 199.354 pontos, maior nível intradiário já registrado.
Segundo analistas ouvidos pelo Valor, o principal motor do mercado segue sendo a expectativa em torno das conversas entre Estados Unidos e Irã. A sinalização de que uma nova rodada de negociações pode acontecer ainda nesta semana reforçou o clima positivo entre investidores.
Com isso, houve aumento global na busca por ativos de risco, o que favorece países emergentes como o Brasil. Esse movimento tende a enfraquecer o dólar, reduzir o preço do petróleo e aliviar as taxas de juros.
Por volta das 17h, o barril do Brent recuava 4,5%, cotado a US$ 94,91, enquanto o WTI caía 7,37%, a US$ 91,84.
A queda do dólar também reflete a volta do fluxo de investimentos estrangeiros para mercados emergentes. Com a trégua recente entre Estados Unidos e Irã, anunciada em 7 de abril, diminuiu a aversão ao risco global, o que reacendeu o interesse por ativos brasileiros.
Além disso, o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos e a distância do país em relação ao conflito seguem como fatores que ajudam a atrair capital externo.


