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Campo Grande, Segunda-feira, 19 de Novembro de 2018

09/11/2018 08:57

Escolas antecipam listas e pais se unem em grupo para economizar

Com a iniciativa, pais esperam economizar atém R$ 300 nos materiais escolares para o próximo ano

Guilherme Henri e Graziella Almeida
Cadernos e estojos expostos em livraria do Centro (Foto: Graziella Almeida)Cadernos e estojos expostos em livraria do Centro (Foto: Graziella Almeida)

O ano ainda nem acabou e os pais já estão literalmente “coçando” a cabeça ao receber as listas de materiais escolares para o próximo ano. Não importa a idade ou colégio, o preço dos vários itens pedidos é igual ao tamanho da lista: grande. Porém, o problema mesmo é quando a lista é dobrada ou triplicada em casa.

Nessa hora, a saída para um grupo de mães foi criar um grupo de Whatsapp onde aproveitam a antecipação da lista dos filhos para pesquisar preços e compartilhar informações entre elas. A ideia deu tão certo que para o próximo ano as mulheres estimam economizar até R$ 300 na compra dos materiais escolares.

Quem conta a façanha é a dentista Thayse Matheus, 39 anos, mãe de dois “filhotes” que estudam em colégio particular de Campo Grande. Segundo ela, a escola tem a opção dos pais comprarem o material no próprio colégio. No entanto, a comodidade pesa no bolso dos pais já que os materiais pelo colégio podem sair até R$ 1 mil por lista.

Mochilas expostas em livraria na Rua Dom Aquino (Foto: Graziella Almeida)Mochilas expostas em livraria na Rua Dom Aquino (Foto: Graziella Almeida)

“O grupo existe há três anos para acompanhar o desenvolvimento dos nossos filhos na escola. Mas, diante dessa necessidade encontramos outra funcionalidade para o grupo: a pesquisa. Aproveitamos que as listas de materiais já foram disponibilizadas, fizemos uma cotação em pelo menos 4 livrarias e conseguimos encontrar uma onde estimamos economizar pelo menos R$ 300 do que se fossemos comprar os materiais na escola”, detalha a dentista.

Além de pesar menos no bolso, Thayse conta que a ideia também ajuda na hora de poupar tempo. “Janeiro as livrarias ficam todas lotadas por causa dessa correria de início de ano letivo. Porém, como já nos antecipamos, vamos conseguir comprar tudo em um lugar só”, afirma.

Opinião compartilhada pela enfermeira Michelle Pinho Echeveria, que já chegou a ficar 5h dentro de uma livraria na “luta” para garantir os materiais escolares para os filhos. “Além das listas, no começo de ano você ainda encara matrícula e mensalidade que dependendo o período podem chegar até R$ 1,7 mil. Os materiais então nem se fala. Parece que quanto menor a criança mais cara fica a lista. E são itens que você não encontra facilmente em qualquer lugar”, detalha.

Pais e filhos em livraria da Capital no começo deste ano (Foto: Arquivo)Pais e filhos em livraria da Capital no começo deste ano (Foto: Arquivo)

Entretanto, graças ao grupo de apoio, o “sufoco” não deve se repetir esse ano. “Além de economizar, você ainda consegue se organizar melhor e não precisa encarar essa correria de começo de ano”, diz Michelle.

Antecipação – A diretora do colégio General Osório, Marisa Mourão Santos diz que a escola é uma das que resolveu antecipar a lista de materiais escolares para o próximo ano. A iniciativa é justamente para que todos tenham tempo hábil para pesquisar e comparar preços.

De acordo com ela, a escola também deixa os pais “a vontade” para adquirir o material pedagógico individual na escola ou fora. No colégio, as listas variam de R$ 190 aos mais pequenos a R$ 20 para o ensino médio. Porém, paralela a estas listas, os pais continuam com outros itens que precisam adquirir sem a comodidade do colégio fornecer, o que consequentemente pesa no bolso de qualquer maneira.

Livraria de Campo Grande lotada no começo deste ano (Foto: Arquivo)Livraria de Campo Grande lotada no começo deste ano (Foto: Arquivo)

Movimento – Segundo o gerente Felipe Daniel, 33 anos, da livraria Shop Tudo, na Rua Dom Aquino, no Centro de Campo Grande, por enquanto a procura pelos materiais escolares está baixa, mas alguns pais tem se antecipado em fazer orçamento dos itens mais pedidos.

“As listas são todas de escolas particulares, mas tem alguns responsáveis que estão adiantando a compra por conta das viagens no começo do ano. O movimento aumenta mesmo em janeiro e fevereiro, quando a loja tem uma venda forte em caderno e mochila”, relata.

Procon – Ao Campo Grande News, o diretor-presidente do Procon (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor) Marcelo Salomão, adiantou que a pesquisa sobre variação dos preços de materiais escolares deve ser realizado após o natal, mas antes da data, uma sobre o preço das mensalidades nos colégios deve ser realizada ainda no começo de dezembro.

“Vamos comparar as pesquisas dos materiais para saber se há ou não abuso por parte das livrarias nos reajustes de início de ano”, adiantou Marcelo.



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