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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

16/09/2011 08:35

Exportações de industrializados já ultrapassam US$ 1,7 bilhão no ano

Edmir Conceição*

O destaque no período é para o grupo “Extrativo Mineral”, que somou uma receita de US$ 410,43 milhões de janeiro a agosto deste ano

Mineração, concentrada em Corumbá, é um dos componentes da expansão industrial no Estado. (Foto: Divulgação/Fiems).Mineração, concentrada em Corumbá, é um dos componentes da expansão industrial no Estado. (Foto: Divulgação/Fiems).

As exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul nos primeiros oito meses deste ano cresceram 35,9% com relação ao mesmo período do ano passado e já somam US$ 1,7 bilhão contra US$ 1,3 bilhão de janeiro a agosto de 2010, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Além disso, o valor alcançado no período já é superior ao obtido no ano de 2009, quando a receita com as exportações de industrializados no respectivo ano somou US$ 1,3 bilhão.

Na avaliação do presidente da Fiems, Sérgio Longen, com o registro de crescimento das vendas ao exterior mês após mês, é possível projetar que, ao fim deste ano, a receita deve ultrapassar US$ 2,6 bilhões, superando os US$ 2,1 bilhões obtidos no ano passado pelo setor industrial do Estado. Ainda segundo o levantamento do Radar da Fiems, a receita do setor industrial manteve o percentual de 70,2% sobre tudo que foi exportado por Mato Grosso do Sul nos oito primeiros meses deste ano.

Em relação ao ano anterior, verifica-se que a participação das exportações de industrializados apresentou expansão, tanto no comparativo mensal, quanto no acumulado do ano, com elevações de 2,3 e 2,4 pontos percentuais, respectivamente. Na avaliação apenas da receita obtida no mês de agosto, quando as vendas externas de industrializados alcançaram US$ 261,9 milhões, o crescimento com relação ao mesmo período do ano passado foi de 12%, quando o valor foi de US$ 233,9 milhões. Quanto à participação relativa, no mês, as vendas externas de industrializados atingiram a marca de 71,5% de tudo o que foi exportado por Mato Grosso do Sul.

Além disso, em receita, igualmente aos meses anteriores, agosto de 2011 mantém o mesmo comportamento e também se consolida como o melhor resultado já obtido para o mês em toda a série histórica da exportação de industrializados em Mato Grosso do Sul. Com o último resultado, até o momento, são 22 quebras consecutivas de recorde no comparativo com igual mês ao longo da série.

Já com relação ao volume, no acumulado do ano, o total alcança 5,45 milhões de toneladas, aumento de 22,3% em relação à igual período de 2010, quando foi vendido ao exterior o equivalente a 4,46 milhões de toneladas de produtos industrializados. No mês de agosto, a exportação de industrializados alcançou o equivalente a 811,4 mil toneladas, indicando, deste modo, um crescimento de 14,2%, em volume, sobre igual mês do ano anterior, quando as vendas externas somaram 710,6 mil toneladas.

Principais grupos - Nos sete primeiros meses deste ano, os principais destaques são para os grupos “Complexo Carne”, “Extrativo Mineral”, “Açúcar e Álcool”, “Papel e Celulose” e “Óleos Vegetais”. Os produtos do “Complexo Carne” com mais projeção no período são os pedaços e miudezas congelados de galos e galinhas, carnes secas e salgadas de outros animais, carnes congeladas de galos e galinhas não cortados em pedaços, outras carnes de suínos congeladas e outras miudezas comestíveis congeladas de bovinos, que proporcionaram um acréscimo, em receita, no comparativo com 2010, equivalente a US$ 41,9, US$ 9,3, US$ 8,5, US$ 6,3 e US$ 4,8 milhões, respectivamente.

Contudo, segundo o Radar da Fiems, as carnes desossadas e congeladas de bovinos, principal produto do grupo, com participação de 37,5% sobre as receitas totais do mesmo, obteve, na mesma comparação, uma redução equivalente a US$ 96,5 milhões. Tal desempenho, como indicado nos últimos levantamentos, segue influenciado, em boa medida, pelas reduções ocorridas em importantes compradores, especialmente aqueles que passam por conflitos internos de ordem política, notadamente no mundo árabe. Reflexo de tal situação se verifica no comparativo das vendas do produto em questão para países como Irã, Jordânia, Argélia, Emirados Árabes Unidos e Egito, que, somados, apresentaram uma redução de US$ 63,3 milhões ou 37,5%, bem como, pelo embargo russo imposto à carne brasileira a partir do último trimestre de 2010.

Já no grupo “Extrativo Mineral” o valor alcançado, no ano, ficou em US$ 410,4 milhões, com destaque para a elevação ocorrida nas exportações de minérios de ferro em bruto, que até o momento, totalizaram US$ 395,4 milhões ou 96,3% da receita total. Resultando, deste modo, em uma receita 109,2% maior que a obtida em igual intervalo de 2010, mesmo com uma expansão, em volume, na mesma comparação, de 19,6%. Em valores absolutos, o ganho, em receita, supera os US$ 206,4 milhões. No grupo “Açúcar e álcool”, no acumulado do ano, a receita de exportação alcançou o equivalente a US$ 326,9 milhões, indicando, sobre 2010, um crescimento nominal de 100,2% na receita, resultando num valor adicional de US$ 163,6 milhões.

Já em volume, na mesma comparação, a variação foi de 58,1%, aumento superior a 163,0 mil toneladas. Em relação aos compradores, os principais são a Rússia com US$ 86,8 milhões ou 26,5%, Geórgia com US$ 24,8 milhões ou 7,6%, Venezuela com US$ 22,5 milhões ou 6,9% e Bangladesh com US$ 21,9 milhões ou 6,7%. Quanto às exportações de “Papel e Celulose” o destaque, naturalmente, continua por conta da pasta química de madeira semibranqueada (celulose) que até agora, em 2011, registrou uma receita de exportação equivalente a US$ 272,9 milhões ou 91,7% da receita total do grupo. Quando comparado com igual período de 2010, houve um crescimento nominal de 24,8% na receita obtida com o produto.

Ainda em relação ao grupo, outro destaque foi observado nas vendas de papel fibra 150g/m² que somaram, até agora, o equivalente a US$ 21,8 milhões ou 7,3% do total, proporcionando, na mesma comparação, uma receita 54,4% maior. Por fim, os principais comparadores, até o momento, são: Holanda com 21,9% ou US$ 65,1 milhões, Itália com 19,3% ou US$ 57,3 milhões e China com 17,6% ou US$ 52,3 milhões. Já o grupo “Óleos Vegetais Bruto” gerou, em 2011, uma receita de exportação equivalente a US$ 74,9 milhões, apontando um crescimento nominal de 37,2% sobre igual período de 2010, quando a receita total foi igual a US$ 54,6 milhões. Em relação ao volume, até o momento, foram exportadas mais de 60 mil toneladas. O destaque ficou por conta das vendas de óleo de soja bruto, mesmo degomado com US$ 70,3 milhões, representando 93,9% da receita total do grupo. Proporcionando, em comparação ao mesmo período de 2010, uma receita adicional equivalente a US$ 20,7 milhões.

(*) Com informações do Núcleo de Comunicação Social da Fiems



Precisamos melhorar esse quadro ainda, ao invés de vender minerio de ferro, pq não vender o aço pronto, cortado e dobrado? Ao invés de vender os grãos de soja, pq nao vender a soja texturizada, a proteína de soja? A industrialização não pode parar na mecanização do trabalho, temos que entregar o pruduto final, isso agrega valor e aumenta a receita do estado.
 
Robervan Alves de Araujo em 16/09/2011 10:01:33
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