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Política

Nelsinho abre mão do Senado para unificar centro-direita em MS em apoio a Riedel

Senador diz que decisão prioriza continuidade do governo e ideias comuns para o país

Por Ketlen Gomes e Fernanda Palheta | 01/08/2026 12:35
Nelsinho abre mão do Senado para unificar centro-direita em MS em apoio a Riedel
Nelsinho Trade ao lado de Reinaldo Azambuja em palanque de mega convenção neste sábado. (Foto: Fernanda Palheta)

O senador Nelsinho Trad (PSD) desistiu da candidatura à reeleição ao Senado para priorizar a unidade do grupo político que apoia a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP). Durante a mega convenção partidária, que reúne sete partidos  neste sábado (1°) em Campo Grande, o parlamentar destacou que compartilha da mesma visão dos aliados também em relação ao cenário nacional.

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O senador Nelsinho Trad (PSD) desistiu da candidatura ao Senado para priorizar a unidade do grupo que apoia a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP). Com a saída, ele assumiu a primeira suplência na chapa de Reinaldo Azambuja (PL), enquanto a segunda ficou com Felipe Mattos (União Brasil). Azambuja destacou que a decisão uniu o campo de centro-direita, reunindo ex-adversários como Capitão Contar, André Puccinelli e Rose Modesto.

Com a saída de Nelsinho da disputa, ele ficou com a primeira suplência na chapa de Reinaldo Azambuja (PL), e a segunda ficou com o ex-secretário estadual de Fazenda Felipe Mattos (União Brasil).

Nelsinho afirmou que tomou a decisão depois de avaliar o projeto defendido pelo grupo e considerar que há convergência tanto sobre os rumos do Estado quanto em relação ao cenário nacional. Ele disse que preferiu deixar de lado o projeto pessoal para contribuir com a união dos aliados.

“Primeiramente dizer que esse gesto, ele foi em cima de uma unidade. De uma unidade, de um projeto que eu acredito e que eu acabei de ouvir aquilo que eu sempre defendi na minha vida pública. Eu queria agradecer a todos que estavam e estão e estarão ao meu lado, dizendo que isso demonstra uma grandeza”, afirmou.

O senador declarou ainda que acredita na continuidade do trabalho de Riedel e citou áreas como saúde, educação, emprego e renda como prioridades. Para Nelsinho, a reeleição do governador faz parte do projeto que levou à decisão de não disputar uma das duas vagas ao Senado.

Nelsinho também lembrou que o grupo político está unido desde 2014 e afirmou que a decisão exigiu que colocasse os interesses coletivos acima da própria candidatura.

“Eu tive que agir com a razão, essa é a quinta eleição majoritária que eu disputo, as quatro últimas que eu disputei majoritariamente, e que me deu uma segurança, uma tranquilidade de que eu fiz o que tinha que ser feito. Sem olhar para mim, mas principalmente para olhar por esse grupo”, declarou.

Nelsinho abre mão do Senado para unificar centro-direita em MS em apoio a Riedel
Nelsinho Trad e Reinaldo Azambuja dão as mãos em palanque de mega convenção. (Foto: Fernanda Palheta)

Além do projeto estadual, o senador mencionou posições políticas que aproximam o grupo em relação ao cenário nacional. Nelsinho defendeu um Estado brasileiro mais enxuto, com menos ministérios, maior atenção às contas públicas e às empresas estatais.

“Para um Brasil melhor e para o Mato Grosso do Sul, cada vez mais forte, é que eu tomei essa atitude”, declarou.

O senador também citou a intenção de atuar na campanha de Riedel e dos demais aliados, mas evitou antecipar os próximos passos políticos.

Unidade - Reinaldo Azambuja afirmou que a desistência de Nelsinho foi motivada pela tentativa de unificar o campo de centro-direita em torno de um projeto comum. Segundo ele, o grupo reúne antigos adversários políticos que decidiram atuar juntos nesta eleição.

“O que motivou o Nelson a abrir mão de uma candidatura ao Senado, e muitas vezes nós entrarmos com um campo dividido, foi uma união de propósito para unir o campo, o campo da direita e do centro. Acho que a gente conseguiu unificar”, destacou.

Azambuja citou a aproximação com nomes que estiveram em palanques diferentes nas eleições de 2022, como Capitão Contar (PL), André Puccinelli (MDB) e Rose Modesto (União Brasil). Para o ex-governador, a união ocorreu em torno da continuidade do trabalho desenvolvido em Mato Grosso do Sul.

“E mais do que isso, sobre olhar para o social, mas não esqueceu que desenvolvimento e emprego é o melhor programa social que existe no país e pros nossos estados”, disse.

O ex-governador também destacou que a decisão de Nelsinho representa a disposição de abrir mão de projetos individuais em favor da aliança e agradeceu a Felipe Mattos pelo ingresso na chapa, afirmando que o grupo pretende fazer uma campanha unificada. A composição tem como candidatos ao Senado o próprio Azambuja e Contar.

O ex-governador também relacionou a união estadual ao cenário nacional e citou diferentes pré-candidaturas à Presidência da República. Segundo ele, o grupo sul-mato-grossense pretende atuar dentro do campo de centro-direita para tentar influenciar os rumos da eleição nacional.

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