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Economia

Flor é amor, mas também é correria no Dia dos Namorados

Floriculturas na Avenida Mato Grosso tiveram atrasos nas entregas e fila até no atendimento online

Por Kamila Alcântara | 12/06/2026 15:38
Flor é amor, mas também é correria no Dia dos Namorados
Funcionária prepara buquês de flores um atrás do outro (Foto: Paulo Francis)

Nesta tarde de Dia dos Namorados, quem deixou para comprar flores na última hora encontrou mais do que buquês, rosas e cestas na Avenida Mato Grosso. Encontrou correria, geladeiras quase vazias, entregadores saindo com vários pedidos de uma vez e lojistas tentando dar conta de clientes no balcão, no telefone e nas mensagens.

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Floriculturas da Avenida Mato Grosso, em Campo Grande, registraram movimento intenso no Dia dos Namorados, com geladeiras quase vazias, entregas atrasadas e filas de atendimento online sobrecarregadas. A proprietária Maria Gabriela Silvestre relatou caos desde o início da semana, com 180 mensagens sem resposta e entregas previstas para as 7h concluídas apenas à tarde. Entregadores saíam com até nove pedidos simultaneamente.

Em trecho da avenida onde funcionam quatro floriculturas, a maioria sequer conseguiu parar para atender o Campo Grande News nesta sexta-feira (12). O movimento era intenso, com entregas atrasadas e clientes tentando garantir o presente antes que os produtos acabassem.

Na loja de Maria Gabriela Silvestre, de 30 anos, o cenário era de “caos”, nas palavras dela. No ramo desde 2019, a proprietária contou que a demanda surpreendeu até quem já está acostumado com datas importantes do comércio.

“Está sendo caótico desde o começo da semana. A gente não esperava esse boom. Dia da Mulher e Dia das Mães, que são as outras duas datas em que a gente trabalha muito, não foram tão assim”, relatou.

Segundo Maria Gabriela, o atendimento online, que costuma concentrar boa parte das vendas, ficou sobrecarregado. Em determinado momento, a equipe chegou a ver 180 mensagens sem resposta no celular.

Flor é amor, mas também é correria no Dia dos Namorados
Trabalhadores tentam se organizar em meio aos pedidos (Foto: Paulo Francis)

“A nossa parede de pedidos estava lotada. Muita gente ficou sem conseguir garantir os produtos. A gente colocou mensagem automática falando que era para vir na loja, porque é um atendimento mais fácil. A pessoa vem, escolhe o produto e leva”, explicou.

A dona da floricultura disse ainda que entregas marcadas para o início da manhã só foram concluídas horas depois. “Entrega que era para ter sido feita às 7h foi feita uma hora da tarde. Entregador atrasando, cliente ligando, reclamando. Está caótico.”

O problema, segundo ela, não ficou restrito a uma loja. Como muitos entregadores atendem várias floriculturas ao mesmo tempo, o gargalo acabou se espalhando.

“A galera que faz entrega para a gente faz entrega para quase todas as floriculturas da cidade. Eu imagino que deve estar um caos para todo mundo, porque aqui está um caos”, afirmou.

Para quem ainda pensava em resolver o presente pelo celular, Maria Gabriela deu o recado direto: era melhor ir pessoalmente. “É bem difícil a gente conseguir atender pelo online. A melhor saída é vir até aqui. E pode ser que chegue e não tenha.”

A previsão era fechar às 20h, mas a falta de produtos poderia antecipar o fim do expediente. “Pode ser que a gente feche um pouco mais cedo por conta de falta de produto mesmo.”

Mesmo no meio da confusão, a comerciante não tem dúvida de que as flores seguem no topo da lista de presentes românticos. “Flor ainda é o melhor presente. É o sentimento. Pode ser que morra, tem pessoas que falam que não vive. Mas o sentimento de ganhar uma flor fica para sempre.”

Flor é amor, mas também é correria no Dia dos Namorados
Antônio Ricardo leva cinco encomendas para entregas (Foto: Paulo Francis)

Do lado de fora, a pressa também era dos entregadores. Antônio Ricardo, de 38 anos, saiu carregado de pedidos e ainda tinha mais pela frente. “Hoje é a terceira data mais importante do ano para o comércio, principalmente para nós que trabalhamos com entrega. É um dia muito bom, desde cedo na correria, e nós vamos até de noite”, contou.

Naquele momento, ele deixava a floricultura com cinco entregas, mas outras cinco ainda esperavam. Para Antônio, parte dos clientes até se programa, mas sempre há quem deixe para depois. “Alguns se prepararam, mas é da correria do dia a dia. Sempre tem uns que ficam para trás e nós estamos aí para atender.”

Sandra Mara da Silva Vieira, de 44 anos, também passou o dia rodando pela cidade. Ela começou as entregas às 7h e disse que a manhã foi o período mais puxado. Segundo Sandra, o carro chegou a sair com nove entregas de uma vez. Havia flores e cestas, mas os buquês chamaram atenção. “Por incrível que pareça, hoje saiu mais flores.”

No caminho, além da pressa, ela também viu a reação de quem recebia os presentes. “É lindo, né? Nós, como mulheres, ficamos: nossa, também quero.”

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