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Economia

Frigorífico que empregava mais de 600 pessoas deve reabrir em 120 dias

Foram 4 meses de negociações desde o fechamento e demissão dos funcionários

Danielle Valentim | 18/07/2018 08:27
Grupo Forte/Rodopa, anunciou que pretende retomar as atividades da unidade industrial assim que as adequações estruturais estejam concluídas. (Foto: Divulgação)
Grupo Forte/Rodopa, anunciou que pretende retomar as atividades da unidade industrial assim que as adequações estruturais estejam concluídas. (Foto: Divulgação)

Depois de quatro meses fechado e negociações na Justiça, o grupo Grupo Forte/Rodopa reabrirá o frigorífico Mataboi de Cassilândia, a 418 km de Campo Grande. Por meio de nota, o presidente da Rodopá, Sérgio Longo, confirmou um acordo e retorno do funcionamento em 120 dias.

Ainda no mês passado, uma audiência de conciliação entre a Prefeitura de Cassilândia e a Forte/Rodopa, dona da planta frigorífica do município, terminou sem acordo. O encontro tratou do processo de desapropriação da área, que foi suspenso, mas os trabalhos continuavam parados.

À época, a JBS demitiu 600 funcionários. A unidade já estava com as atividades paradas desde o dia 16 de março, por conta de multa da empresa com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que totalizava R$ 40,2 milhões.

Em nota, o Grupo Forte/Rodopa, anunciou o acordo para o contrato de locação de suas instalações na cidade para o Frigorífico Mataboi e que pretende retomar as atividades da unidade industrial assim que as adequações estruturais estejam concluídas e o registro da filial junto aos órgãos públicos competentes e outorgadas as licenças exigidas por Lei, seja obtido.

A previsão de conclusão de todas as providências necessárias ao início das atividades da unidade produtiva é de 120 dias.

Sobre o caso - A Prefeitura de Cassilândia entrou com processo de desapropriação alegando que a área é de utilidade pública e interesse social e que não houve interesse da proprietária da planta frigorífica em reabrir o local e que o mesmo estava abandonado, apesar de o frigorífico ter operado ininterruptamente nos últimos dez anos e estar fechado há apenas dois meses por decisão do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

O Executivo Municipal conseguiu uma liminar para reintegração de posse do imóvel, mas a desembargadora Tânia Borges concedeu efeito suspensivo no dia 21 de maio e devolveu a posse à Rodopa.

A planta frigorífica estava locada na época para a JBS e desde que as atividades foram paralisadas pelo Cade, a Forte/Rodopa negociava com outros grupos empresariais para locar novamente o imóvel e assim, retomar as atividades frigoríficas o mais rápido possível. No entanto, as tratativas para relocação do frigorífico interrompidas após o processo movido pela Prefeitura.

“Nunca fui procurado pelo prefeito de Cassilândia (Jair Boni) ou qualquer representante para falar sobre o frigorífico ou qualquer assunto. Desde a decisão do Cade, estava negociando com vários grupos empresariais a locação do prédio e retomada das atividades do frigorífico o mais rápido possível, porque além de ser do interesse da Rodopa reabrir, é importante para a cidade de Cassilândia e é o trabalho de mais de 600 pessoas e suas famílias que está em jogo, que dependem de sua fonte de renda”, completa o empresário.

 

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