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17/05/2012 09:25

Inflação pelo IGP-10 sobe e fica em 1,01% em maio

Thais Leitão, da Agência Brasil

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou taxa de 1,01% em maio. O resultado ficou acima do apurado um mês antes, 0,7%, e também superou a taxa do mesmo período de 2011, quando a variação foi 0,55%.

De acordo com dados divulgados hoje (17) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no ano o índice acumula alta de 2,11% e de 3,9% nos últimos doze meses.

O IGP-10 é uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP), da FGV, e mede a evolução de preços das matérias-primas agrícolas, de produtos industriais e de bens e serviços finais, no período compreendido entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês atual.

Ele é formado por três subíndices: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que corresponde a 60% da taxa global; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que contribui com 30%; e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), responsável por 10% do IGP-10.

Em maio, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) ficou em 1,21%, depois de registrar 0,76% em abril. Os bens finais subiram de 0,63% para 0,76%, impulsionados pelos alimentos processados (de 0,67% para 1,5%). Os bens intermediários também tiveram elevação e a taxa passou de 0,82% para 1,62%.

A principal contribuição partiu dos materiais e componentes para a manufatura (de 0,94% para 1,95%). As matérias-primas brutas aumentaram de 0,83% para 1,19%, pressionadas por café em grão (de -8,79% para -2,24%), minério de ferro (de 0,51% para 2,35%) e mandioca (de -11,98% para -3,88%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve leve diminuição ao passar de 0,53% para 0,51%. A maior contribuição para este movimento partiu do grupo habitação (de 0,77% para 0,42%), principalmente dos itens empregados domésticos (de 2,41% para 0,24%), taxa de água e esgoto residencial (de 1,59% para 0,48%) e aluguel residencial (de 0,89% para 0,47%).

Também foram registrados decréscimos nas taxas de variação de outras quatro classes de despesa que compõem o IPC: alimentação (de 0,51% para 0,38%), vestuário (de 0,81% para 0,47%), educação, leitura e recreação (de 0,26% para 0,18%) e transportes (de 0,28% para 0,23%).

Por outro lado, registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: despesas diversas (de 0,84% para 3,97%), saúde e cuidados pessoais (de 0,72% para 1,05%) e comunicação (de -0,18% para -0,06%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em maio, variação de 0,86%, acima do resultado do mês anterior (0,71%). O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,49%, depois de ficar em 0,42% no mês anterior e o índice que representa o custo da mão de obra subiu de 0,98% para 1,23% de um mês para o outro.

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