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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

06/11/2017 09:28

Investimento na BR-163 está parado à espera de nova regra de concessão

Concessionária aguarda para dezembro divulgação de mecanismo de proteção cambial

Paulo Nonato de Souza
BR-163 em Mato Grosso do Sul está em compasso de espera sobre a nova regra de concessões de rodovias (Foto: Divulgação)BR-163 em Mato Grosso do Sul está em compasso de espera sobre a nova regra de concessões de rodovias (Foto: Divulgação)

As concessionárias MS Via, responsável pela BR-163 em Mato Grosso do Sul, a MGO (BR-050 entre Minas Gerais e Goiás) e a ECO-101 no Espírito Santo, estão em compasso de espera sobre a nova regra de concessões de rodovias antes de tomar uma posição quanto a prorrogação de contrato e investimentos, disse César Borges, presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) e ex-ministro dos Transportes durante a gestão de Dilma, em entrevista publicada nesta segunda-feira (6) pelo jornal O Estado de S.Paulo.

“O investimento está parado”, ressaltou César Borges. Conforme a nova regra, segundo ele, as concessões de rodovias, sejam trechos novos ou retomados pelo governo para serem relicitados, vão incluir um mecanismo de proteção cambial para o investidor que só será divulgada em dezembro.

Por enquanto, revelou César Borges, apenas duas concessionárias já manifestaram à ANTT (Agência Nacional dos Transportes Terrestres) a vontade de prorrogar seus contratos e investimentos: a Rota do Oeste (BR-163, em Mato Grosso) e a Concebra (BR-060 e BR-262, em Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal).

Com a medida de proteção cambial, o governo quer atrair mais operadores e financiamento estrangeiros para essas concessões, as quais deixaram de contar com as grandes empreiteiras entre seus investidores e com o apoio do BNDES como maior financiador. A ideia é de que o mecanismo irá permitir que os contratos sejam renegociados se variação cambial elevar a dívida das concessionárias a partir de uma análise sobre o impacto cambial que o empreendedor possa ter sofrido no período por conta da oscilação do dólar em relação ao real.

Se essa oscilação ficar dentro de uma margem de 5%, ou seja, se o financiamento externo que o investidor tomou não crescer mais do que 5% no período, tudo permanece como está. Se a dívida em dólar, no entanto, subir mais que 5% no período, o contrato de concessão passará por um processo de reequilíbrio financeiro, por meio de aumento da tarifa de pedágio cobrada do usuário da rodovia.

 



Resumindo caro usuário que paga essa conta.
Eles não perdem nunca, se tiver lucro,redução do valor do dólar ou aumento de fluxo com a retomada da economia o lucro é deles.
Se houver alta do dólar,prejuízo por baixa demanda a conta é de todos os usuários.
Como é bom montar uma concessionaria de rodovias no Brasil.
Não se tem prejuízo nunca porque na primeira dificuldade o governo vem em socorro e mete a faca no usuário para salvar essas empresas.
 
Paulo em 06/11/2017 12:56:33
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