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Economia

Lojas de construção reabrem com clientes que aproveitam quarentena para reforma

A maioria reduziu a equipe e alguns criaram alternativas para evitar o contato de clientes com funcionários

Por Lucas Mamedio | 30/03/2020 11:07
Na Leroy Merlim, loja abriu com 30% da capacidade, seguindo determinação da prefeitura. (Foto: Paulo Francis)
Na Leroy Merlim, loja abriu com 30% da capacidade, seguindo determinação da prefeitura. (Foto: Paulo Francis)


Campo Grande volta a sentir o gostinho do comércio reaberto com o setor da construção civil. Como a prefeitura liberou canteiros de obras de até 20 operários, as lojas de materiais também foram autorizadas a abrir. A maioria reduziu a equipe e alguns criaram alternativas para evitar o contato de clientes com funcionários.

Na maior rede de materiais de construção civil do Estado, as medidas de segurança levam à risca o que foi determinado pelo decreto municipal. A Leroy Merlin reabriu nesta segunda-feira pronta para receber apenas 30% da capacidade total.

Na loja da saída para Cuiabá, só 1 funcionário trabalha a cada 30 metros quadrados e 70% da equipe segue em casa. Também há álcool gel para clientes e carrinhos de compras delimitando a distância de segurança na fila, em 1,5 metro.

Quem comprou pela internet ou por telefone, nem  precisa entrar, pode pegar a encomenda no sistema drive thru ou retirar o produto com senha, em armários colocados em frente da loja.

Funcionários com mais de 60 anos foram liberados para ficarem em casa, assim como quem tem filho de até 10 anos. Para garantir a renda de quem não está trabalhando, além do salário integral, a rede está pagando bônus de R$ 250,00.

Paulo Cezar Sanguina tem uma academia no bairro São Francisco é foi um dos primeiros a aparecer hoje para as compras na Leroy Merlin. Ele aproveita a quarentena para terminar a reforma da casa. É o jeito, segundo ele, já que não pode reabrir as portas. "Acho que conseguimos aguentar no máximo 30 dias fechados. Já estou tentando negociar contas de internet e aluguel", conta.

Em loja menor, funcionários usam máscaras e seguem distância em relação aos clientes. (Foto: Paulo Francis)
Em loja menor, funcionários usam máscaras e seguem distância em relação aos clientes. (Foto: Paulo Francis)

Na Alvorada, 60% dos funcionários estão trabalhando. O proprietário garante que sstava com planta da reforma da loja pronta, antes da crise chegar. "Mas eu mesmo vou adiar, eu não tenho certeza de como as coisas vão ficar. Se parasse hoje, eu já precisaria de 6 meses para me recuperar”, diz o proprietário Edson Luiz.

Na Sertão, o atendimento é em horário diferenciado, das 7h30 às 18h, de segunda a sexta e no sábado até 12h. Também há limitação de pessoas, calculada a partir do tamanho da equipe, com 1 cliente para cada vendedor.

A Metta, no Bairro Tiradentes, resolveu fazer atendimento apenas na porta. As pessoas pedem por telefone e retiram sem entrar na loja. No Carandá Bosque, a L & A Materiais de construção abriu, mas só duas pessoas podem entrar de cada vez nas lojas.

Bem menor, a loja Vascon, da Avenida Eduardo Elias Zahran, reabriu também com álcool gel e fita delimitando espaços de segurança, mas metade dos funcionários ganhou férias, como forma de minimizar os prejuízos. “Desde que começou a crise do coronavírus, as vendas caíram 50%”, justifica o dono, Jeferson Vasconcelos.

O proprietário de mecânica, Paulo Takamura, passou cedinho na loja também para comprar materiais para reforma. “Estou aproveitando que fui obrigado a fechar, para acabar minha reforma na mecânica. Não aguento mais um dia fechado, mas vamos respeitando as medidas”, comenta.

Funcionário atende clintem usando máscara. (Foto Paulo Francis)
Funcionário atende clintem usando máscara. (Foto Paulo Francis)