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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Maio de 2018

15/01/2009 13:28

Lula aposta fichas em Obama para conter crise mundial

Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje, em Arroyo Concepción, na Bolívia, que está esperançoso com a possibilidade de o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, conseguir conter a crise econômica mundial.

"Estou torcendo para que ele anuncie aos Estados Unidos e ao mundo as políticas objetivas que vai adotar para diminuir a crise ou para acabar, em médio prazo, com a crise norte-americana", afirmou.

Segundo Lula, o mundo vive hoje uma crise "sem precedentes na história da humanidade", enfatizando que o problema não surgiu nos países da América do Sul, mas "no símbolo do sistema capitalista".

O presidente afirmou ainda que uma solução para a crise é importante, porque ela atinge todo o mundo e ainda não há uma real dimensão das conseqüências.

"A cada dia aparece uma coisa nova, uma massa falida e os governos estão colocando dinheiro para salvar os bancos e é preciso colocar dinheiro para salvar o povo e ajudar a parte mais pobre da população. Esse é o desafio que está colocado para todos nós", declarou.

Lula disse que sempre foi favorável à eleição de Obama e que a crise mundial nasceu "porque havia pessoas que não se contentavam em ganhar dinheiro seguindo as regras do jogo".

Ele citou que milhões de pessoas estão perdendo seus empregos e que indústrias automobilísticas, que eram ícones, estão agora ameaçadas de quebrar e os bancos estão tendo que pedir socorro ao Estado. "Agora os banqueiros lembraram do Estado", espetou.

"A crise dos Estados Unidos causa problemas em todos os paises exportadores, temos que torcer para que a economia americana volte a crescer", afirmou o presidente.

Lula fez um trocadilho com o problema que originou a crise mundial, os financiamentos imobiliários. "Um dia a casa cai, e agora a casa caiu", disse.

O presidente participou na Bolívia da inauguração de dois trechos do chamado corredor bioceânico, rodovia que ligará o Atlântico (Brasil) e o Pacífico (Chile e Peru).

No total, foram entregues 241,2 quilômetros de estradas asfaltadas, sendo 139,2 quilômetros interligando as cidades bolivianas de Arroyo Concepción e El Carmen e 102 quilômetros no trecho El Carmen a Roboré.

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