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Campo Grande, Terça-feira, 15 de Outubro de 2019

17/09/2019 08:10

Ministério da Agricultura autoriza mais 63 agrotóxicos, 19 altamente tóxicos

Subiu para 325 o número dos defensivos registrados este ano no Brasil, sendo que 15 são à base de ingredientes ativos novos

Silvia Frias
Desde 2005, este é o ritmo de liberação de agrotóxicos mais alto da série (Foto/Arquivo: Hypescience)Desde 2005, este é o ritmo de liberação de agrotóxicos mais alto da série (Foto/Arquivo: Hypescience)

O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) registrou mais 63 defensivos agrícolas liberados para uso no Brasil. Deste total, 56 são produtos genéricos, ou seja, com base em ingredientes ativos já presentes em outros produtos existentes no mercado.

Dos outros sete defensivos, dois são princípios ativos (que servirão de base para outros produtos inéditos) e cinco são novos que entram no mercado brasileiro.

Pela lista publicada hoje no Diário Oficial da União, 19 estão na classificação toxicológica classe I (extremamente tóxicos), 10 na classe II (altamente tóxicos), 30 na classe III (medianamente tóxicos), estes três, enquadrados como produtos perigosos ao meio ambiente em relação ao potencial de periculosidade ambiental. Os outrs da lista estão na classe IV (pouco tóxico), porém, também perigoso ao meio ambiente.

Com esta lista, sobe para 325 o número dos defensivos registrados este ano no Brasil, sendo que 15 são à base de ingredientes ativos novos. Este é ritmo de liberação é o mais alto da série histórica do Mapa, iniciada em 2005.

Entre os novos, estão o produto técnico (para uso industrial) e o produto formulado (pronto para uso na lavoura) à base do ingrediente ativo Fluopriram, que poderá ser usado para combater nematoides nas culturas de batata, café, cana, milho e soja e fungos nas culturas de algodão, feijão, e soja.

O Ministério da Agricultura afirmou que o produto estava na fila para registro no Brasil havia 10 anos. Ele possui registro na União Europeia e está em análise nos EUA desde 2012.

Outro é o dinotefuram é utilizado no controle de insetos sugadores, como percevejos. Ele poderá ser aplicado em 16 atividades: arroz, aveia, batata, café, cana-de-açúcar, centeio, cevada, citros, feijão, milheto, milho, pastagem, soja, tomate, trigo e triticale.

Ele é considerado medianamente tóxico pela Anvisa. O pesticida não é autorizado para uso na União Europeia e está em reavaliação nos Estados Unidos, onde é utilizado desde 1985.

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