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Economia

MS soma R$ 10 bilhões em dívidas e Desenrola "vende" nova chance de recuperação

O Estado concentra 1.291.935 pessoas inadimplentes, com a maioria dos débitos no cartão de crédito

Por Izabela Cavalcanti | 05/05/2026 11:20
MS soma R$ 10 bilhões em dívidas e Desenrola "vende" nova chance de recuperação
Consumidor navegando no site do Desenrola Brasil (Foto: Divulgação/Governo Federal)

Mato Grosso do Sul enfrenta um cenário expressivo de endividamento da população, especialmente no setor bancário. Para tentar minimizar esse impacto, começa nesta terça-feira (05), o Desenrola 2.0.

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Mato Grosso do Sul registra 1,29 milhão de inadimplentes, com dívidas totais de R$ 10,5 bilhões, segundo a Serasa. Em Campo Grande, 498 mil pessoas somam R$ 4,7 bilhões em débitos. No Brasil, são 82,8 milhões de inadimplentes e R$ 557 bilhões em dívidas. O cartão de crédito lidera as modalidades, com 73%. O Desenrola 2.0 conta com 7,7 milhões de ofertas disponíveis na plataforma da Serasa, com bancos como Itaú, Bradesco e Nubank confirmados.

De acordo com dados da Serasa, referentes a março, o Estado concentra 1.291.935 pessoas inadimplentes, com o valor total de dívidas atingindo R$ 10.554.613.051. A quantidade de dívidas chega a 5.931.677.

O ticket médio de dívidas por inadimplentes é de R$ 8.169,62 e o valor médio por cada dívida é de R$ 1.779,36.

Sobre o segmento das contas, cartão de crédito dispara com 29,21%; contas básicas, 15,09%; telecomunicação, 3,64%; varejo, 9,31%; serviço, 14,38%; financeiras, 19,06%; e dívidas com cooperativas, 3,24%.

Em Campo Grande, o cenário de inadimplência acomete 498.860 pessoas, totalizando 2.608.166 dívidas. O valor total chega a R$ 4.756.300.869, o ticket médio de dívidas é de R$ 9.534,34 por pessoa e o valor médio por dívida de R$ 1.823,62.

Na visão do presidente da CDL-CG (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Campo Grande), Adelaido Vila, o programa mascara a inadimplência.

”Estamos vivendo uma ilusão perigosa. O Desenrola limpa o nome, mas o mercado oferece logo em seguida um crédito fácil com juros que são verdadeiras armadilhas. Pior ainda: incentiva o trabalhador a gastar o FGTS, que é sua única reserva real. Em Campo Grande, vemos o dinheiro que deveria estar na feira ou guardado para uma emergência escorrer pelo ralo das bets", destacou.


Brasil – O País contabiliza 82,8 milhões de inadimplentes, com uma média de 4 dívidas por consumidor. Ao todo, são 338,2 milhões de dívidas, que somam R$ 557 bilhões. O valor médio por pessoa chega a R$ 6.728,51. A pesquisa foi realizada com 1.904 pessoas.

Um dos pontos de maior destaque é a concentração das dívidas no setor financeiro. Atualmente, 47% das dívidas dos brasileiros estão nesse segmento, sendo 27,3% em bancos e cartão de crédito, 21% em dívidas em contas básicas, 20,2% em financeiras e 11,5% em dívidas relacionadas a serviços.


Segundo a diretora da Serasa, Aline Maciel, houve uma mudança significativa no perfil do endividamento ao longo dos últimos anos, de 2018, pré-pandemia, até março de 2026.

“Anterior a pandemia tinha uma distância bem grande das dividas financeiras e, com o passar do tempo, no início da pandemia, começa a afunilar. Vemos muito o movimento de digitalização dos consumidores, isso facilita as empresas a dar mais crédito de forma digital. Esses consumidores tem acesso a linhas de crédito que não tinha anteriormente”, pontuou.

Ela destaca ainda que antes da pandemia o setor financeiro representava 38% das dívidas financeiras, percentual que agora chegou a 47%, um crescimento expressivo.

Sobre o papel da Serasa e o contexto do Desenrola, a diretora explica como funciona. “Nós somos um canal das instituições financeiras. As empresas já estão nos procurando para aproveitar esse momento e também conceder condições. Mais de 2 mil empresas participantes conosco”, completou.

Ainda de acordo com a pesquisa, entre os principais motivos que levam os brasileiros ao endividamento com bancos, o desemprego e a perda de renda aparecem em primeiro lugar, com 38% das respostas.

Em seguida, estão gastos de emergência (16%), descontrole (13%), apoio financeiro a familiares ou amigos (10%) e atraso no pagamento de contas básicas (7%).

Quando se trata das modalidades de dívida bancária mais comuns, o cartão de crédito lidera com 73%. Dentro desse grupo, 37% possuem dívidas superiores a 10 mil e 36% convivem com a dívida há mais de 2 anos. O crédito pessoal ou empréstimo bancário aparece com 56%, seguido pelo cheque especial ou limite, com 33%.

No contexto do Desenrola Brasil, algumas instituições já estão confirmadas para participação com a Serasa: Santander, Itaú, Bradesco, Banco Pan, BV, Nubank, BMG e Neon.

Ao todo, há 7,7 milhões de ofertas do novo Desenrola Brasil disponíveis no ecossistema da Serasa.

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