Cinco famílias iniciaram festa que celebra raízes bolivianas
Evento marca independência da Bolívia e reúne cultura, dança e gastronomia

O que começou como um encontro tímido entre cinco famílias para amenizar a saudade de casa ganhou proporção e se transformou em tradição em Campo Grande. Neste domingo (9), a Festa da Bolívia chega à 5ª edição na Praça do Rádio Clube, reunindo cultura, gastronomia e celebração pelos 201 anos da independência do país.
RESUMO
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A 5ª edição da Festa da Bolívia acontece neste domingo (9) na Praça do Rádio Clube, em Campo Grande, celebrando os 201 anos da independência boliviana. O evento, idealizado pelo médico Orlando Turpo Mamani, reúne cerca de 100 associados, 20 expositores e 50 artistas vindos da Bolívia, com danças típicas, gastronomia e escolha de representante cultural da comunidade.
Idealizador da festa e presidente do Centro Cultural Boliviano Tincuna, o médico Orlando Turpo Mamani relembra que a iniciativa nasceu da necessidade de manter vivas as tradições longe do país de origem. “Foi um momento para escutar nossa música, nossa dança, comer nossa comida. Começou com cinco famílias e hoje já são 20, 30 famílias envolvidas diretamente”, conta.
Além do crescimento no número de participantes, a estrutura também mudou. No início, segundo Orlando, não havia apoio institucional. “Eu trouxe vestimentas do meu bolso, organizamos tudo praticamente sozinhos. [...] No começo, eu e minha esposa dançamos praticamente todas as danças. Éramos poucas famílias e a gente fazia de tudo para manter a cultura viva”, recorda.
Confira a galeria de imagens:
Com o passar dos anos e a criação da Diretoria da Comunidade Boliviana, formalizada no ano passado, o evento passou a contar com apoio do poder público. Hoje, a festa reúne cerca de 100 associados e mais de 20 expositores, incluindo brasileiros, em uma programação que vai além da gastronomia e das danças típicas.
A escolha da data não é por acaso. O evento celebra os 201 anos da independência da Bolívia, comemorada em 6 de agosto. Para a comunidade que vive em Campo Grande, a festa tem um significado ainda mais forte.
“É uma data muito importante para nós. Ficamos tristes por não estarmos na nossa terra, mas também felizes por poder celebrar aqui, lembrar nossas raízes e nos encontrar”, afirma Orlando, que vive há quase dez anos no Brasil.
A festa também funciona como espaço de acolhimento e integração, reunindo imigrantes que vivem na Capital e contribuindo para a troca cultural com os brasileiros. “Somos irmãos fronteiriços, estamos a poucas horas da Bolívia. Muitos vêm para trabalhar e ajudar no crescimento do Brasil”, destaca.
Programação e novidades
A edição deste ano promete ser a maior já realizada. Entre as atrações confirmadas estão apresentações de danças típicas, incluindo o Salai. Outro destaque é a escolha da representante da comunidade boliviana, uma espécie de “embaixadora cultural”, com cinco candidatas inscritas.
O evento também contará com praça de alimentação internacional, campeonato de integração entre nações e participação de representantes de diferentes países, como Japão, Paraguai e Haiti.
Cerca de 50 pessoas, entre músicos e dançarinos, devem vir da Bolívia especialmente para a festa. “Cada ano é um passo. Estamos crescendo e aprendendo. Nosso objetivo é ampliar ainda mais, levar danças para as ruas no futuro e envolver cada vez mais pessoas”, projeta Orlando.
Confira a programação completa:
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