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Campo Grande, Segunda-feira, 22 de Outubro de 2018

18/03/2010 08:30

MSGás dá desconto e parcela conta para viabilizar gás

Redação

Para viabilizar um anseio antigo, que é de implantar o GNC (Gás Natural Comprimido), a MSGÁS (Companhia de Gás de Mato Grosso do Sul) está criando uma classe especial, para grandes usuários, com condições diferenciadas para fornecimento do combustível, pagamento e inclusive de preço para empresas que consumirem o produto.

A portaria da Agepan (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos), que estabelece a nova categoria, foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira. Uma condição básica para se enquadrar na nova modalidade de cliente é contratar pelo menos 5 mil m³ ao dia.

O diretor-presidente da Agepan, Sérgio Yonamine, afirma que a negociação com os clientes será caso a caso e as condições diferenciadas permitem, inclusive, parcelamento.

A intenção é viabilizar expansão, através do GNC, levando o combustível para pólos como Dourados, Coxim e Rio Verde. A portaria da Agepan veda que as condições especiais possam servir de argumento para que a estatal peça reajuste por desequilíbrio econômico-financeiro, ou seja, o desconto que será dado aos grandes consumidores não pode encarecer o preço do gás para os demais.

Em 2008 a MSGÁS anunciou parceria com a NEOGás, com construção de uma base de compressão em Campo Grande, com capacidade inicial para comprimir 500 mil m³ de gás natural por mês. Porém, o projeto estacionou e agora está sendo retomado.

Os equipamentos da NEOGás foram comprada pela empresa GNV MT e ainda neste mês a previsão é fechar contrato com a Fornari para a partir de abril começar a fornecer 8 mil m³ diários à indústria de cerâmica de Rio Verde, diz o presidente da MSGÁS, Matias Gonsales.

O objetivo é levar o GNC a cidades com até 200 quilômetros de distância dos ramais e o potencial a médio prazo é de fornecer 30 mil m³ ao dia. Para aumentar a possibilidade de entrega, diz Gonsales, uma possibilidade é comprar o combustível nos leilões da Petrobras.

Segundo ele, hoje muitas empresas usam óleo diesel e carvão vegetal e a análise de viabilidade para substituição pelo gás acabava emperrando no preço. Com as vantagens oferecidas a partir da criação da nova categoria a perspectiva é que a competitividade do combustível aumente, somando a isso o apelo ambiental.

Matias afirma que o ano de 2009 foi bastante positivo em relação ao consumo de gás e as perspectivas são animadoras. De acordo com ele, o relatório do exercício passado, que será publicado em abril, vai mostrar que a média diária de consumo saltou de 45 mil m³ a 170 mil m³.

As expectativas agora são quanto à implantação de novas empresas de celulose na região do Bolsão e a vinda da fábrica de fertilizantes ainda não confirmada pela Petrobrás.

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