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Economia

Novo Desenrola mira quem está em dia, mas já no aperto

Proposta busca dar fôlego a clientes adimplentes sem transformar o crédito em benefício gratuito

Por Kamila Alcântara | 06/07/2026 15:15
Novo Desenrola mira quem está em dia, mas já no aperto
Consumidora paga compras em maquininha de cartão (Foto: Osmar Veiga)

Quem está com as contas em dia, mas já sente o aperto no bolso, poderá ter acesso a uma nova linha de crédito criada pelo governo federal. O CMN (Conselho Monetário Nacional) definiu as regras do chamado Desenrola Adimplentes, voltado justamente a pessoas e empresas que ainda não atrasaram pagamentos, mas precisam reorganizar as dívidas.

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Beneficiários do Fies adimplentes poderão contratar nova linha de crédito para empreender, conforme resolução do Conselho Monetário Nacional publicada pelo Ministério da Fazenda. Pessoas físicas podem usar o recurso para abrir ou ampliar negócios, com prazo de até 60 meses. Pessoas jurídicas terão até 96 meses para capital de giro. As operações serão realizadas pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, com encargos de até 8,94% ao ano.

A proposta é diferente do Desenrola mais conhecido, que mirava devedores negativados. Neste caso, o alvo são os “bons pagadores”, aqueles que continuam quitando parcelas, financiamentos ou compromissos, mas correm o risco de entrar no vermelho se não conseguirem fôlego financeiro.

A nova linha não perdoa dívidas e também não dá desconto automático. É um empréstimo. O dinheiro tomado terá de ser devolvido, com juros e prazo definidos nas operações.

Pela regra, 70% dos recursos virão da União, com remuneração de 1% ao ano. Os outros 30% sairão dos bancos e demais agentes financeiros, corrigidos pela Selic, a taxa básica de juros da economia.

A resolução também trata do pagamento aos bancos que vão operar o programa. Eles poderão receber encargos de 1,25% ao ano quando repassarem recursos a outras instituições participantes, ou de 0,50% ao ano quando usarem o dinheiro diretamente para renegociar dívidas dentro do programa.

O texto ainda não informa qual será a taxa final cobrada de pessoas ou empresas. Esse é o ponto que mais interessa ao bolso do consumidor e ainda depende da regulamentação e das condições oferecidas pelas instituições participantes.

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