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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

24/12/2010 15:37

Pesquisa do Idec mostra os riscos e "falcatruas" dos cartões de crédito

Redação
Pesquisa com 14 cartões faz alerta ao consumidor. (Foto João Garrigó)Pesquisa com 14 cartões faz alerta ao consumidor. (Foto João Garrigó)

Pela primeira vez no Brasil, uma pesquisa levantou os riscos que podem representar os cartões de crédito. De junho a novembro de 2010, pesquisadores do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) contrataram e fizeram compras com 14 cartões de crédito: cinco de uso exclusivo de redes de lojas de departamento, os chamados private label (C&A, Marisa, Pernambucanas, Renner e Riachuelo); seis híbridos, com bandeira Visa ou Mastercard, emitidos por lojas de eletroeletrônicos (Casas Bahia, Carrefour, Extra, Magazine Luiza, Sonda e Ponto Frio); e três convencionais, de emissoras com bandeira própria (American Express, Diners e Hipercard).

Os pesquisadores seguiram um roteiro, para garantir a padronização das abordagens e a identificação das práticas adotadas pelas empresas e para permitir a comparação entre elas.

As compras foram realizadas do seguinte modo: os cartões private label foram utilizados na compra à vista de itens de vestuário no valor de R$ 100 a R$ 160; e os cartões híbridos e os com bandeira própria foram usados na aquisição de produtos de informática no valor de R$ 389 a R$ 450.

Nenhum pesquisador teve dificuldade para obter o cartão, mas os critérios para a concessão do crédito não ficaram muito claros. Embora todos tenham comprovado renda na faixa dos R$ 3.000 mensais, os limites concedidos oscilaram de R$ 700 a R$ 4.900.

O problema se torna ainda mais preocupante quando se constata que o consumidor não recebe informações suficientes no momento da contratação. Dos 14 cartões adquiridos, nove não deram nenhuma explicação sobre as taxas de juros (American Express, C&A, Carrefour, Casas Bahia, Diners, Hipercard, Magazine Luiza, Marisa e Ponto Frio) e 12 deixaram de informar as condições de pagamento mínimo (as exceções foram Hipercard e Riachuelo).

Os pesquisadores também identificaram várias práticas abusivas: três empresas condicionaram a concessão do cartão à aquisição de outros serviços, o que é considerado venda casada, proibida pelo Código de Defesa do Consumidor. "Na C&A, o atendente informou que só poderia liberar o cartão depois que o consumidor fizesse uma compra de qualquer valor", conta a coordenadora da pesquisa.

Na contratação do Hipercard em uma loja Walmart, o pesquisador foi induzido a adquirir um serviço denominado HiperAlerta, que envia mensagens pelo celular quando o cartão de crédito é utilizado.

Embora o pesquisador tenha alegado não estar interessado, o atendente informou que não poderia cancelar o serviço porque se tratava de uma oferta gratuita nos primeiros dois meses. Para cancelar o HiperAlerta e evitar a cobrança de R$ 2,99 mensais a partir do terceiro mês, ele teria de entrar em contato com a administradora 30 dias antes do vencimento. E finalmente, no Carrefour, a compra feita com cartão de outra bandeira só poderia ser parcelada em três vezes mediante aquisição do produto com garantia estendida.

A maioria das empresas agiu corretamente ao entregar cópia do contrato no ato da contratação, com exceção do Carrefour. Porém, esses documentos não traziam informações básicas sobre as condições de contratação e utilização dos cartões, como taxas de juros, limite de crédito, tarifas e condições de pagamento. "São informações essenciais para garantir o direito de livre escolha. Sem elas, o consumidor não sabe o que o espera quando a fatura chegar", considera Ione.

No momento da aquisição também foi registrada grande oferta de serviços, como seguros, planos odontológicos, empréstimo pessoal etc. Essa abordagem pode deixar o consumidor inseguro e fazê-lo aceitar o serviço por receio de ter prejuízo no futuro. Foi o que aconteceu nas lojas Marisa - o atendente destacou a importância de aderir ao seguro contra perda e roubo, pois o cartão não possui senha. Ele só se esqueceu de dizer que nesses casos a responsabilidade não é do consumidor, mas da emissora do cartão. (informações do IDEC)

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