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Campo Grande, Sexta-feira, 20 de Outubro de 2017

21/10/2014 21:10

Produtos mais eficientes geram economia anual de até R$ 1.200 em apartamento

Cristina Indio do Brasil, da Agência Brasil

A escolha de eletromésticos e aparelhos eletrônicos não apenas pelo preço, mas também pela eficiência energética pode resultar em economia para o consumidor, segundo cálculo do responsável pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Marcos Borges.

A etiqueta de eficiência energética mede o consumo dos produtos por uma classicação que vai de A, para os mais eficientes, até E, para os menos eficientes, e a indicação é que o consumidor opte pelos que tenham um menor consumo energético. “Com o simples fato de escolher produtos mais eficientes, [o consumidor] pode economizar, em um apartamento mediano de dois quartos, cerca de R$ 1.200 todos os anos”, disse.

No caso de refrigeradores, Borges calculou que a economia ao longo de dez anos equivale ao preço de um produto novo. Uma geladeira de 300 litros, por ano, pode gerar uma economia de R$ 100. Em dez anos, a economia seria quase suficiente para comprar um aparelho de tamanho similar.

“Ao economizar isso todo ano, ao final de dez anos, tem que começar a planejar a troca do aparelho, porque a partir daí ele começa a ficar cada vez menos eficiente e vai gastar cada vez mais energia e dinheiro para funcionar. A gente costuma dizer que, após dez anos economizando esse valor que a etiqueta proporcionou, o consumidor acaba sem fazer grandes investimentos comprando um refrigerador novo, por causa da decisão de ter comprado anteriormente um produto classificado”, esclareceu.

Na avaliação de Borges, é fundamental que o consumidor, ao adquirir um equipamento na loja, preste atenção às indicações expostas nas etiquetas como consumo de energia, quantidade de água e tempo de centrifugação [no caso de máquinas de lavar].

Para reduzir os gastos que costumam aumentar no período de verão com o forte calor, o responsável pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem disse que o uso mais racional evita que o chuveiro e o ar-condicionado sejam classificados de vilão. “No caso do ar-condicionado, o melhor é ligar no máximo, fechar as portas e, depois de um tempo, diminui para uma temperatura confortável. Muita gente não faz isso e o gasto acaba pesando bastante no orçamento familiar. Da mesma forma, o chuveiro, em que tem gente que toma banho de meia hora, passando de dez minutos está jogando água e dinheiro fora. E se puser na posição verão, vai gastar a metade do que ele gastaria na posição inverno”, sugeriu.

Outra recomendação é que no momento do uso dos aparelhos também tenha hábitos eficientes, como não abrir muito a porta da geladeira e nem deixá-la aberta. Agora no verão, o melhor com relação ao chuveiro elétrico é evitar a posição inverno. Se o ar-condicionado estiver ligado, não se deve deixar abertas as portas dos cômodos. “O consumidor vai economizar bastante dinheiro somente por causa dos hábitos eficientes”, garantiu.

Marcos Borges informou que o Programa Brasileiro de Etiquetagem completa 30 anos neste mês e é possível verificar o avanço dos consumidores na avaliação das etiquetas que permite a avaliação da qualidade do produto. “Isso o consumidor entende. Na última pesquisa encomendada pelo Inmetro em relação ao conhecimento sobre etiquetagem mostrou que 72% dos brasileiros não só conhecem, mas também confiam na informação da etiqueta e a utiliza na sua decisão de compras”, disse, acrescentando que nos Estados Unidos e na China o percentual é menor. “Hoje, o Brasil é o único país do mundo onde essa informação na etiqueta é tão importante quanto o preço do produto”, revelou.

Borges ressaltou que, nos últimos dez anos, o refrigerador tornou-se 70% mais eficiente do que era há 10 anos. “Somente por causa do processo em que o consumidor passa a ter mais informação, escolhe de forma mais consciente é que a indústria atende a esta expectativa”, completou. Com o início do horário de verão no Brasil, ele recomendou, ainda, que os consumidores aproveitem um período maior de luminosidade para deixar as lâmpadas apagadas.




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