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Economia

Sem mais incentivo para dar, Estado tenta convencer companhias a ampliar voos

Governador afirma que negocia manutenção de rota para Corumbá e aumento da oferta em Campo Grande e Dourados

Por Maristela Brunetto e Fernanda Palheta | 14/08/2026 09:48
Sem mais incentivo para dar, Estado tenta convencer companhias a ampliar voos
Governador falou esta manhã sobre a necessidade de manter voos existentes e conquistar mais rotas para MS (Foto: Juliano Almeida)

O governador Eduardo Riedel (PP) afirmou que o Estado mantém tratativas com companhias aéreas para ampliar a oferta de voos em Mato Grosso do Sul. Segundo ele, o objetivo é preservar ligações consideradas estratégicas, como a rota para Corumbá, e ampliar a frequência de voos em Campo Grande e Dourados.

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O governador Eduardo Riedel afirmou que o governo negocia com companhias aéreas para ampliar voos em Mato Grosso do Sul, preservar rotas estratégicas, como Corumbá, e aumentar frequências em Campo Grande e Dourados. Ele disse que a expansão depende de concessões, investimentos em aeroportos e articulação com o setor. Dourados tem voo diário para Guarulhos com 94 por cento de ocupação e novo receptivo previsto para abril de 2027.

A avaliação do governador é de que a concessão de novos aeroportos e os investimentos em infraestrutura devem ajudar na retomada da malha aérea regional. Atualmente, a Aena administra os aeroportos internacionais de Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã. Outros terminais, como Dourados, Bonito e Três Lagoas, ainda estão em avaliação para novas concessões.

Riedel afirmou que o Estado já chegou ao limite dos incentivos disponíveis para estimular companhias aéreas, principalmente por meio da redução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o combustível de aviação. Para ele, a expansão depende de uma articulação entre governo, empresas e operadores aeroportuários.

“Eu estou em tratativa com outras companhias pra poder estimular; Corumbá, a Azul não parar Corumbá, é fundamental não parar, né? E ampliar voos aqui pra Campo Grande e própria Dourados”, disse esta manhã, ao participar do bate-papo Café & Política MS, na Capital.

O governador citou o Aeroporto Regional de Dourados como exemplo do potencial de crescimento da aviação no Estado. A previsão é que o novo receptivo de passageiros seja entregue em abril de 2027. O terminal passou a operar após um longo período de obras na pista, mas atualmente funciona sem uma estrutura definitiva de recepção.

“Lá em Dourados eu vi uma coisa interessante. Fica pronto em abril de 2027 o receptivo do aeroporto. Lindíssimo. É um espetáculo. É um dos melhores aeroportos de pequeno porte do país”, afirmou.

Segundo Riedel, mesmo antes da conclusão do novo prédio, a ligação entre Dourados e Guarulhos (SP) tem apresentado alta ocupação. A Latam opera o voo diário e, de acordo com o governador, já há discussão sobre a possibilidade de uma segunda frequência.

“Hoje sem receptivo tem um voo diário. Guarulhos. Dourados. O detalhe importante, ele sai lá sete quarenta e cinco da manhã, chega aqui nove, sai dez horas da manhã, volta pra Guarulhos. Esse voo ele tá com noventa e quatro por cento de ocupação média, já desde o início do ano”, declarou.

Sem mais incentivo para dar, Estado tenta convencer companhias a ampliar voos
Riedel divulgou imagens da visita que fez ontem à obra do receptivo para o Aeroporto de Dourados (Foto: Reprodução Instagram)

Além de Dourados, Riedel citou investimentos previstos em outros aeroportos regionais. Bonito deve receber melhorias no receptivo, enquanto Três Lagoas também pode voltar a receber voos comerciais.

“Então, acredito que esses três aeroportos sendo concessionados em novembro, terminando o receptivo de Dourados, três lagoas, vai voltar a ter voo comercial”, afirmou.

A dificuldade de ampliar conexões aéreas também aparece em rotas que já existiram no Estado. Nesta quinta-feira (13), o Campo Grande News mostrou que o trajeto entre Campo Grande e Cuiabá (MT), duas capitais vizinhas, deixou de ter voo direto e passou a depender de conexões em São Paulo ou Brasília. O deslocamento, que antes podia ser feito em cerca de uma hora de avião, hoje pode levar até seis horas.

O governo estadual também tem defendido a retomada de rotas regionais, argumentando que deslocamentos curtos acabam se tornando longos quando dependem de conexões em outros estados. A expectativa é que a ampliação da infraestrutura aeroportuária e novas concessões ajudem a reorganizar a oferta de voos em Mato Grosso do Sul.