ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
AGOSTO, SÁBADO  08    CAMPO GRANDE 22º

Editorial

Equidade salarial não deveria depender da lei, mas de princípios

Remuneração justa começa quando o mérito é o único critério

Por José Cândido | 08/08/2026 07:01
Equidade salarial não deveria depender da lei, mas de princípios
Na redação do Campo Grande News, profissionais são valorizados pela competência, dedicação e compromisso com o jornalismo, sem distinção de gênero, raça, idade ou etnia. (Foto Campo Grande News)


Empresas que remuneram pessoas pela competência, e não por gênero, raça ou idade, constroem ambientes mais justos, produtivos e preparados para o futuro.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

O prazo de 31 de agosto para que empresas brasileiras cumpram exigências de transparência e equidade salarial expõe uma contradição: a necessidade de leis para garantir que trabalho igual receba remuneração igual. Salários definidos por gênero, raça ou idade representam discriminação e prejudicam talentos e competitividade. Empresas que adotam critérios baseados em mérito constroem ambientes mais justos e produtivos, contribuindo para um país mais igualitário.

O dia 31 de agosto marca o prazo para que empresas brasileiras cumpram exigências relacionadas à transparência e à equidade salarial. É um avanço importante. Mas também revela uma contradição: uma sociedade que ainda precisa de leis para lembrar que trabalho igual merece remuneração igual.

O salário não pode ser definido pelo sexo de quem ocupa a cadeira, pela cor da pele, pela idade ou pela origem. Deve refletir responsabilidade, capacidade, dedicação, resultados e compromisso. Tudo o mais representa discriminação — e discriminação não combina com uma economia moderna nem com uma sociedade que pretende ser democrática.

Empresas que insistem em tratar pessoas de forma desigual não apenas cometem uma injustiça. Perdem talentos, comprometem o ambiente de trabalho, enfraquecem a própria competitividade e passam uma mensagem equivocada às novas gerações: a de que o mérito pode ser derrotado pelo preconceito.

A boa notícia é que muitas organizações já compreenderam essa mudança. Descobriram que diversidade e igualdade de oportunidades não são slogans publicitários, mas fatores que melhoram decisões, ampliam perspectivas e fortalecem resultados.

No Campo Grande News, essa nunca foi uma pauta de ocasião. A política de valorização profissional é baseada exclusivamente na competência, na responsabilidade e na contribuição de cada integrante da equipe. Não há distinção por gênero, raça, idade ou etnia. O critério sempre foi o mesmo: reconhecer quem entrega qualidade, ética e compromisso com o jornalismo.

Não se trata de favor, marketing ou adequação às exigências legais. Trata-se de respeito. E respeito não começa quando a fiscalização bate à porta. Começa quando a cultura da empresa entende que pessoas diferentes merecem as mesmas oportunidades para crescer.

A legislação é necessária porque ainda existem distorções. Mas o ideal é que um dia ela se torne apenas uma formalidade, porque a igualdade salarial já estará incorporada à consciência de empresários, gestores e da própria sociedade.

A remuneração justa não elimina todas as desigualdades, mas elimina uma das mais injustificáveis: a de pagar menos a alguém simplesmente por ser mulher, negro, idoso ou pertencer a qualquer outro grupo historicamente discriminado.

O Brasil será mais competitivo quando compreender que talento não tem gênero, competência não tem cor, dedicação não tem idade e excelência não tem etnia. Empresas que entendem isso não estão apenas cumprindo uma obrigação legal. Estão ajudando a construir um país melhor.