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Saúde e Bem-Estar

Ministério pede oficialmente análise para oferecer canetas emagrecedora pelo SUS

O pedido considera medicamentos com princípios ativos como semaglutida e liraglutida

Por Ângela Kempfer | 24/09/2026 16:43
Ministério pede oficialmente análise para oferecer canetas emagrecedora pelo SUS

O Ministério da Saúde encaminhou nesta quinta-feira (24) um pedido para que a Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde) avalie a inclusão de medicamentos à base de GLP-1, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, no tratamento de pacientes com obesidade atendidos pela rede pública.

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O Ministério da Saúde pediu à Conitec que avalie a inclusão das "canetas emagrecedoras" à base de GLP-1 no SUS para tratar obesidade. O pedido considera medicamentos como semaglutida e liraglutida, cujos preços caíram 70% em menos de um ano. A obesidade cresceu de 11,8% para 25,7% da população entre 2006 e 2024. Se aprovado, o tratamento seguirá critérios clínicos para definir os pacientes elegíveis.

A análise da Conitec é uma das primeiras etapas antes de uma possível oferta pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Caso a comissão dê parecer favorável, a proposta ainda passa por consulta pública antes de uma decisão final do Ministério da Saúde sobre a incorporação.

O pedido considera medicamentos com princípios ativos como semaglutida e liraglutida, que já não possuem proteção de patente. Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação da concorrência no mercado brasileiro contribuiu para uma redução de 70% nos preços desses produtos em menos de um ano.

A pasta também levou em conta o aumento dos casos de obesidade no país. Dados citados pelo ministério apontam que a prevalência da doença passou de 11,8% da população em 2006 para 25,7% em 2024.

A solicitação ainda considera uma diretriz da OMS (Organização Mundial da Saúde), publicada no fim de 2025, sobre o uso de terapias baseadas em GLP-1 para tratamento da obesidade a longo prazo. O documento recomenda que os sistemas de saúde se preparem para ampliar o acesso a esses medicamentos.

Enquanto a avaliação avança, o Ministério da Saúde também realiza estudos sobre o uso dessas terapias em pacientes do SUS com obesidade por meio do GHC (Grupo Hospitalar Conceição), em Porto Alegre (RS). Uma eventual incorporação deverá estabelecer critérios clínicos para definir quem poderá ter acesso ao tratamento.