Para 9 em cada 10 leitores, teste do bafômetro deveria ser obrigatório
Outros 9,5% dizem que a Lei Seca não deve ser alterada

A maioria dos leitores defende que o teste do bafômetro deveria ser obrigatório para motoristas envolvidos em acidentes de trânsito. Essa foi a resposta de nove em cada 10 pessoas que votaram na enquete do Campo Grande News deste sábado (21). Outros 9,5% dizem que a Lei Seca não deve ser alterada.
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Na madrugada deste domingo (22), uma ex-militar, de 38 anos, foi presa em flagrante após atropelar um pedestre e fugir do local sem prestar socorro, no Bairro Tiradentes, em Campo Grande. Mesmo apresentando sinais de embriaguez, recusou o teste do bafômetro.
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De acordo com o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), o motorista pode recusar o teste. Esta é uma tendência apontada pelo levantamento feito pela Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito) no ano passado. Do total de 3,2 milhões de infrações relacionadas à Lei Seca, 2,10 milhões dizem respeito à "recusa em ser submetido a teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento que permita certificar a influência de álcool ou outra substância psicoativa".
O número de infrações por recusa em realizar o teste do bafômetro supera em 63,90% as multas aplicadas por condução sob influência de substâncias psicoativas.
O leitor Marcio Nascimento acredita que as penalidades em caso de acidentes de trânsito devem ser mais duras. "E se passar do limite e o mesmo provocar um acidente, aplicar uma multa no mínimo R$ 22.385,38, retenção da CNH por 24 meses, e ainda sem recolher o veículo, para o proprietário olhar o veículo todos os dias na garagem dele e repensar", disse.
Para Magno Duarte, o motorista que se recusar a fazer o bafômetro deveria ser preso. Já a leitora Zaner Leitesilva defende que a obrigatoriedade já deveria estar valendo.
Segundo o levantamento da Senatran, a recusa ao teste indica uma tendência dos motoristas em optar pela penalidade de recusa como estratégia para evitar a comprovação da presença de álcool ou drogas no organismo, que pode causar detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição da obtenção da permissão ou habilitação para dirigir.
Hoje tramita no Senado um projeto de lei que altera o Código de Trânsito Brasileiro para obrigar o motorista envolvido em acidente a se submeter a teste, exame clínico ou outro procedimento que permita certificar a influência de álcool ou outra substância psicoativa.
A proposta do senador Fabiano Contarato (PT-ES) torna inafiançável o homicídio no trânsito, quando o motorista está sob efeito de álcool ou outras drogas, e ainda prevê, nessas situações, a prisão em flagrante do condutor, mesmo que ele preste pronto e integral socorro à vítima.
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