Com a cesta básica custando R$ 846, você já mudou seus hábitos de consumo?
Conjunto de alimentos compromete 56,43% do salário mínimo líquido e exige quase 115 horas de trabalho
Com a cesta básica custando R$ 846,06 em Campo Grande, você já mudou seus hábitos de consumo? O questionamento surge diante dos dados mais recentes da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).
RESUMO
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Em junho de 2025, a cesta básica em Campo Grande custou R$ 846,06, alta de 0,58% em relação a maio, comprometendo 56,43% do salário mínimo líquido, segundo o Dieese. No acumulado do ano, o avanço chega a 9,04%, com destaque para batata (99,75%), tomate (96,90%) e feijão carioca (51,03%). A capital sul-mato-grossense ocupa a sexta posição entre as cestas mais caras do país.
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Em junho de 2026, o custo da cesta básica em Campo Grande subiu 0,58% em relação a maio e chegou a R$ 846,06. O valor comprometeu 56,43% do salário mínimo líquido de um trabalhador remunerado pelo piso nacional de R$ 1.621,00.
Para comprar os alimentos básicos, esse trabalhador precisou dedicar 114 horas e 50 minutos de trabalho. Em maio, eram necessárias 114 horas e 10 minutos. A pesquisa também mostra que a cesta ficou 6,69% mais cara em 12 meses na Capital e acumula alta de 9,04% em 2026.
Entre maio e junho, cinco dos 13 produtos pesquisados ficaram mais caros. A maior alta foi a da batata, de 10,88%, seguida pela banana, com 3,27%, pelo feijão carioca, com 2,71%, pelo tomate, com 2,21%, e pelo pão francês, com 1,34%.
Outros oito itens tiveram queda, entre eles o leite integral, o óleo de soja, o arroz agulhinha e a carne bovina de primeira.
No acumulado do ano, porém, a pressão sobre o bolso é bem mais evidente: a batata subiu 99,75%, o tomate avançou 96,90% e o feijão carioca teve alta de 51,03%.
Entre as 27 capitais pesquisadas, Campo Grande aparece com a sexta cesta básica mais cara do país, atrás de São Paulo, Cuiabá, Rio de Janeiro, Florianópolis e Porto Alegre.
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