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Você já teve que fazer empréstimo para pagar contas básicas este ano?

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Por Gabriel Neris | 13/04/2026 07:38
Você já teve que fazer empréstimo para pagar contas básicas este ano?
Mulher com notas de R$ 50 no caixa eletrônico (Foto: Arquivo)

O avanço do endividamento em Campo Grande acende um alerta direto ao bolso do consumidor e levanta uma pergunta simples, mas incômoda. Você já precisou fazer empréstimo para pagar contas básicas neste ano?

RESUMO

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Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor apontam que 70,1% das famílias de Campo Grande estão endividadas em março, índice 6,7% maior que no mesmo período do ano anterior. O cartão de crédito é o principal motivo, citado por 67,6% dos endividados. Famílias com renda até 10 salários mínimos têm 31,4% das contas em atraso, comprometendo cerca de 29,3% da renda com dívidas.

A enquete desta segunda-feira do Campo Grande News parte de um cenário que não é exatamente animador. Dados da PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), mostram que 70,1% das famílias da Capital estão endividadas em março. O índice subiu em relação a fevereiro e é 6,7% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.

Na prática, isso significa que sete em cada dez famílias têm algum tipo de compromisso financeiro em aberto. E não estamos falando só de grandes financiamentos. Entram nessa conta despesas comuns como cartão de crédito, carnês de lojas, empréstimos pessoais e até contas parceladas.

Outro dado que merece atenção é o aumento das contas em atraso. Hoje, 28% dos consumidores relatam dívidas vencidas. Entre famílias com renda de até 10 salários mínimos, o índice sobe para 31,4%. Já entre os que ganham mais, cai para 13,3%. Traduzindo sem rodeios: quem ganha menos está mais pressionado e com menos margem de erro.

O cartão de crédito continua sendo o principal vilão, citado por 67,6% dos endividados. Entre famílias de menor renda, ele divide espaço com carnês e crédito pessoal. Já nas rendas mais altas, aparecem com mais força os financiamentos de veículos e imóveis.

Mesmo com diferenças de renda, o peso das dívidas no orçamento é parecido. Famílias de menor renda comprometem, em média, 29,3% do que ganham. Nas demais, o índice chega a 32,6%. Ou seja, muda o tipo de dívida, mas a pressão no fim do mês continua.

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