Justiça manda devolver bens apreendidos a 2 alvos da Cascalhos de Areia
Celular, notebook, HD externo e outros equipamentos serão restituídos por decisão da 5ª Vara Criminal

A Justiça de Mato Grosso do Sul determinou a devolução de bens apreendidos de dois alvos durante a Operação Cascalhos de Areia, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). A ação aconteceu em junho de 2023 para investigar suspeitas de fraude em contratos milionários da Prefeitura de Campo Grande.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
A Justiça de Mato Grosso do Sul determinou a devolução de bens apreendidos de dois investigados na Operação Cascalhos de Areia, deflagrada em 2023 para apurar fraudes em contratos da Prefeitura de Campo Grande. O juiz Waldir Peixoto Barbosa ordenou a restituição após concluir que os itens já cumpriram finalidade probatória e o inquérito foi arquivado. O prejuízo estimado pelo MPMS era superior a R$ 300 milhões.
As decisões foram assinadas pelo juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal, em processos de restituição de coisas apreendidas vinculados ao inquérito principal da operação.
- Leia Também
- Sem pessoal ou maquinário, empresas da "Cascalhos" também faturaram no interior
- Alvo da Cascalhos de Areia responde por fraude em kits escolares e explora ouro
Entre os beneficiados está o empresário Edcarlos Jesus da Silva, um dos alvos da investigação. Também teve pedido acolhido Paulo Henrique Silva Maciel, sócio de Edcarlos na Engenex Construções e Serviços.
No caso de Paulo Henrique, a Justiça determinou a devolução de um notebook Dell, um iPhone 13, um HD externo e dois pen drives apreendidos durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão.
Ao fundamentar a decisão, o magistrado destacou que os equipamentos já cumpriram sua finalidade probatória, foram submetidos à perícia e não existe mais persecução penal em andamento, uma vez que o procedimento foi arquivado.
Segundo o juiz, manter os objetos sob custódia judicial representaria restrição desproporcional ao direito de propriedade. A restituição, contudo, está condicionada à comprovação da titularidade dos bens e à inexistência de restrições judiciais ou administrativas posteriores.
A Operação Cascalhos de Areia foi deflagrada em 15 de junho de 2023 pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, com apoio do Gaeco e do Gecoc, para investigar supostas fraudes em licitações e contratos da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) destinados à manutenção de vias não pavimentadas e locação de maquinário.
À época, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul estimou prejuízo superior a R$ 300 milhões aos cofres públicos e investigava os crimes de peculato, corrupção, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.
Entre os alvos das buscas estavam empresários ligados às empresas Engenex Construções e Serviços, MS Brasil Comércio e Serviços, AL dos Santos e JR Comércio e Serviços, além de representantes dessas companhias.
Edcarlos Jesus da Silva figurava entre os principais investigados por ser sócio das empresas Engenex e MS Brasil Comércio e Serviços. Já Paulo Henrique Silva Maciel também integrava o quadro societário da Engenex, empresa que mantinha contratos com o Município para execução de serviços de manutenção de vias não pavimentadas.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.


