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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

01/07/2014 17:33

Após tanto choro em campo, torcida pede mais raça e frieza à seleção

Helton Verão
Após tanto choro em campo, torcida pede mais raça e frieza à seleção
Anair crê que emoção deve ser contida para facilitar o jogo (Foto: Marcos Ermínio)Anair crê que emoção deve ser contida para facilitar o jogo (Foto: Marcos Ermínio)
Aurora aposta em 3 a 0 no próximo jogo para quebrar o gelo da tensão (Foto: Marcos Ermínio)Aurora aposta em 3 a 0 no próximo jogo para quebrar o gelo da tensão (Foto: Marcos Ermínio)
Emanuel elogia Julio Cesar e Hulk e pede intensificação nos treinamentos para o fim do nervosismo (Foto: Marcos Ermínio)Emanuel elogia Julio Cesar e Hulk e pede intensificação nos treinamentos para o fim do nervosismo (Foto: Marcos Ermínio)
Músico critica que não existem jovenzinhos no atual elenco e lembra de Pelé que jogou copa aos 17 (Foto: Marcos Ermínio)Músico critica que não existem "jovenzinhos" no atual elenco e lembra de Pelé que jogou copa aos 17 (Foto: Marcos Ermínio)
Boliviano de passagem pela Capital vê torcida falhando silenciando em momentos de tensão (Foto: Marcos Ermínio)Boliviano de passagem pela Capital vê torcida falhando silenciando em momentos de tensão (Foto: Marcos Ermínio)

Apesar de já estar nas quartas de final da Copa do Mundo, o lado emocional dos jogadores da seleção brasileira está causando polêmica. Jogadores choraram em campo e demonstraram estar sentindo a pressão, atitude principalmente no último jogo do zagueiro Thiago Silva que não quis bater pênalti e nem ficar na corrente com os demais jogadores. Estes seriam os fatores listados por não vencer as partidas com mais facilidade e mostrar mais equilíbrio em campo.

Nas ruas, a torcida de Campo Grande quer um grupo com mais raça e frieza para conquistar o hexacampeonato. “Essa coisa de chorar a todo momento é uma mistura do patriotismo e com emoção. Mas são profissionais, como em qualquer profissão tem que se acalmarem para melhorar”, avalia o militar Anair Raimundo da Silva.

O aposentado Emanuel Fernandes, 49 anos, crê que com mais treinamento o nervosismo pode ser deixado de lado. “Eles vão melhorar se conseguirem esquecer a pressão, estão abaixo do esperado mesmo. Devem seguir o exemplo do Júlio Cesar e do Hulk, que estão se entregando em campo, com mais raça podemos levar essa copa”, ressalta.

A costureira Aurora Benedita, 60 anos, constata e sente o nervosismo dos atletas. “Acho que estão abaixo do que podem mesmo. Essa forma de não reagir bem a pressão é típica do brasileiro. Mas se acalmarem e esforçar podem jogar melhor e o resultado aparecer mais fácil”, comenta a senhora.

Outros torcedores sentados na mesa de bar tratam tudo como uma imensa “frescura”. Vários outros jogadores são citados por eles, que são jovens e que não sentiram pressão na seleção. “Não pode atrapalhar não. Não tem nenhum jovenzinho lá. O Pelé e muitos outros jogaram a copa com 17 anos e foram bem, porque eles não podem?”, compara o músico Paulo Sintonia, 60 anos.

Apesar do comentário mais ríspido, o músico aposta que a seleção canarinho ainda irá faturar a taça. “Vamos ganhar de 4 a 1 da Colômbia e na final vamos encarar e vencer a Argentina”, avisa.

Naturalizados” – Cinco bolivianos que saíram de Santa Cruz de La Sierra e viajaram por todo país para assistir jogos da Copa do Mundo e estavam de passagem por Campo Grande, todos caracterizados com acessórios nas cores da seleção e eles apontam para outro problema, maior que o nervosismo dos atletas. “A culpa é da torcida, não possuem canto nenhum, quando tomam gol ou estão passando perigo silenciam. Contra o Chile foi uma vergonha, com um número muito menos silenciaram o estádio todo”, constata o engenheiro petroleiro Oscar Rodrigues, 35 anos.

Apesar de citar o problema com os torcedores, o boliviano ressalta também a pressão sentida pelos jogadores. “Eles estão sentindo pressão também, mas não podem deixar passar para as chuteiras”, recomenda.

Os bolivianos em consenso acreditam que Neymar está sobrecarregado. “Faltou alguém mais experiente a pressões como Kaká ou Ronaldinho, tudo cai na responsabilidade de Neymar. O Fred está muito sumido, até o Luís Fabiano resolveria a parada”, completa o outro boliviano, o farmacêutico Celso Taborga, 56 anos.

O Brasil volta a campo na próxima sexta-feira (4), às 16 horas (de MS), contra a Colômbia, na Arena Castelão, em Fortaleza.



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