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Campo Grande, Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2019

04/02/2019 14:02

De folga em Campo Grande, ministro assiste Comerário no Morenão

Para a infelicidade do ex-deputado federal por Mato Grosso do Sul, deu Galo

Anahi Zurutuza
Mandetta na torcida tirou selfie e postou foto em rede social (Foto: Arquivo pessoal)Mandetta na torcida tirou selfie e postou foto em rede social (Foto: Arquivo pessoal)

De folga neste fim de semana em Campo Grande, o ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) foi ao Morenão para prestigiar o  Comerário no Campeonato Estadual de Futebol. Para a infelicidade do ex-deputado federal por Mato Grosso do Sul, deu Galo.

O Comercial, time que ele vestiu a camisa, perdeu do Operário por dois gols de diferença. A partida terminou com placar de 3 a 1 para o Galo.

O Morenão recebeu na tarde deste domingo (3) 2.013 torcedores pagantes (515 não pagantes), com renda de R$ 35 mil.

Presidente do Colorado, Valter Mangini conta que cumprimento o ministro e o prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD) antes do início da partida. “Eles são de uma família de tradicionais torcedores do Comercial. Até antes dele ser ministro, já acompanhou vários jogos, sempre que estava no Estado. O prefeito sempre está na plateia também”.

Mangini afirma que os primeiros, Mandetta e Trad, preferiram as arquibancadas, também como é de costume. “Ele sempre fica bem à vontade, é ilustre, mas querido pela torcida. Eles gostam de ir para a arquibancada, nem ficam nas cadeiras”, revela.

Agenda – Conforme divulgado no site do Ministério da Saúde, Mandetta não tinha compromissos oficiais neste fim de semana.

Na sexta-feira (1º), consta na agenda do ministro, que ele fez reuniões internas e acompanhou as posses na Câmara Federal e no Senado. Às 19h20, no horário de Brasília (DF), ele embarcou para Campo Grande, ainda conforme a lista oficial de tarefas.

De acordo com a assessoria de imprensa do ministério, Mandetta veio para a Capital em voo comercial. Pela lei, ele tem direito a transporte para o local onde tem residência fixa, tudo custeado pelo governo federal.

Em 2015, pressionada a cortar gastos “na própria carne”, a presidente Dilma Rousseff (PT) decidiu assinar decreto restringindo o uso de aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) pelos ministros.

As solicitações de transporte são atendidas em casos de viagens a serviço, deslocamentos para o local de residência permanente do ministro e por motivos de segurança e emergência médica.

A comunicação explica que é de praxe que os ministros retornem para seus estados de origem sempre que estão de folga. Sempre que precisam de voo fretado ou avião da FAB, contudo, a situação é divulgada junto com a agenda oficial, o que não foi o caso.

Nesta segunda-feira pela manhã, Mandetta reuniu-se com os secretários na sede do ministério. A reportagem tentou contato por telefone com o ministro, mas ele não atendeu às ligações.



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