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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

04/03/2016 13:12

Narradores vão ao MPE contra proibição de ambulantes e rádios em estádios

Thiago de Souza e Viviane Oliveira
Júlio Marcos (esquerda) e Arthur Mário pedem flexibilização de proibições nos estádios. (Foto: Marcos Ermínio) Júlio Marcos (esquerda) e Arthur Mário pedem flexibilização de proibições nos estádios. (Foto: Marcos Ermínio)
Profissionais diz que torcedores podem sumir dos estádios devido a proibições. (Foto: Marcos Ermínio)Profissionais diz que torcedores podem "sumir" dos estádios devido a proibições. (Foto: Marcos Ermínio)

O radialista e narrador esportivo, Arthur Mário, e o apresentador e comentarista esportivo, Júlio Marcos, conhecido como “Brejinho”, foram ao MPE (Ministério Público Estadual), na manhã desta sexta-feira (4), pedir providências a respeito das proibições, feitas pela Polícia Militar, da entrada de vendedores ambulantes, rádios de pilha, kit de tereré e bebida alcoólica em praças esportivas da Capital. Segundo os profissionais, as restrições afastam cada vez mais o torcedor do estádio.

Arthur Mário, que trabalha na comunicação esportiva há pelo menos 30 anos, procurou o Promotor de Justiça Fabrício Proença de Azambuja, com o objetivo de tentar reverter essas proibições que, segundo ele, começaram a partir de um confronto entre o presidente do Operário, Estevão Petrallas, e a Polícia Militar, no jogo entre Operário e Novoperário, no Estádio Jacques da Luz. Na ocasião, Petralas foi reclamar com a arbitragem e foi afastado pela Tropa de Choque da PM.

Os profissionais da comunicação esportiva não encontraram o Promotor de Justiça, e disseram que voltariam na tarde de hoje ao MPE.

Arthur Mário reconhece que existe lei municipal que proíbe venda de bebidas alcoólicas em parques da Cidade, mas alerta que isso não pode continuar a acontecer pois “pode acabar com o futebol local, que já tem um público pequeno”.

Um das proibições da Polícia Militar afetou o próprio trabalho do radialista. Arthur Mário disse que usa um rádio de pilha para checar o retorno de sua transmissão, e agora não pode mais usá-lo.

Outro exemplo citado por Mário é de um deficiente visual, conhecido como “Baiano”, que leva o rádio ao estádio para acompanhar a transmissão, mas no último jogo entre Operário e Comercial, dia 28, a Polícia Militar quis tomar o aparelho do torcedor.

Outra reclamação do radialista fica por conta do estacionamento do estádio, no caso o Jacques da Luz, nas Moreninhas, que segundo ele ''é uma bagunça”.

Brejinho, também com vasta experiência em transmissões esportivas no Estado, faz coro às reclamações do colega de imprensa, dizendo que as medidas são absurdas, e que ainda no Comerário, alguns torcedores conseguiram entrar com rádio, outros não. 

O apresentador Élcio Pinheiro, também com esporte, e participa da mobilização junto a Arthur Mário e Brejinho.   

Resposta

A Polícia Militar, por meio de sua assessoria de comunicação, informou que a coorporação segue a legislação vigente, mais notadamente o Estatudo do Torcedor, no tocante aos eventos desportivos em Mato Grosso do Sul.



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