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Esportes

"Se ajudar, estou pronto", diz vice sobre assumir comando do futebol em MS

Alfredo Zamluti afirmou que aguarda decisão da Justiça para saber quais serão os próximos passos

Por Antonio Bispo | 26/05/2024 13:45
Agente do Gaeco na sede da FFMS (Foto: Marcos Maluf)
Agente do Gaeco na sede da FFMS (Foto: Marcos Maluf)

Diante da crise que se instalou na FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul) desde a prisão de integrantes da diretoria, no dia 21 de maio, durante Operação Cartão Vermelho do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), em Campo Grande, segue a incerteza sobre quem assumirá o comando do futebol no Estado.

Ao Campo Grande News, o atual vice-presidente da FFMS, Alfredo Zamlutti, contou que conforme o estatuto é ele quem está no cargo, apesar de haver outros vice-presidentes por “status”.

“Pelo estatuto seria eu. O tribunal [da federação] fez uma coisa que está errada. O tribunal não tem poder sobre o presidente. Eles solicitaram que CBF [Confederação Brasileira de Futebol] indique um interventor. Eu não sei até que ponto juridicamente isso funciona. A CBF não pode interferir a menos que a Justiça peça”, disse.

Caso seja nomeado presidente interino, Alfredo afirmou que criaria uma equipe com pessoas da confiança dele para que seja feita uma contabilidade total das contas da federação, e nomearia um novo tribunal para uma nova eleição. “Esse é o caminho jurídico que os meus advogados acham que deve ser seguido”, ressaltou.

Alfredo Zamluti, vice-presidente da FFMS (Foto: reprodução/Rede Social)
Alfredo Zamluti, vice-presidente da FFMS (Foto: reprodução/Rede Social)

Presidente no passado – Entre os anos de 1982 a 1988, Zamlutti ficou à frente da FFMS e, segundo ele, muita coisa mudou de lá para cá. “As coisas mudaram muito. Hoje temos um problema sério que é o Morenão. Nos não temos um estádio pra disputar um campeonato de série A. Nem série B”, destacou.

Como vice-presidente, ele afirma que tentou um acordo entre a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), responsável pelo estádio, e o Governo de MS para que o Estado assumisse o controle do espaço.

“Uma adequação hoje custaria de R$ 15 a R$ 20 milhões pra transformar numa arena utilizável. Isso estava andando, eu estava cuidando disso, mas entraram outras pessoas e por questão de vaidade, eu me afastei e o assunto não foi para frente”, pontuou.

Para Alfredo, o futebol de Mato Grosso do Sul tem tudo para conseguir se reerguer no país, mas para isso, será necessário recomeçar do zero. “Primeiro começar pelo Morenão, a credibilidade da federação e aí começa o trabalho”.

Quanto à possibilidade de voltar à presidência da FFMS, Zamlutti diz que se for esse o seu destino, está pronto para assumi-lo. “Se for uma missão eu faço, arrumo e entrego. Se é para ajudar eu estou pronto. Mas quem vai decidir isso é a justiça”, finalizou.

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