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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

28/02/2012 11:59

Família envolvida em confusão com um morto e 4 baleados depõe na PM

Fernando da Mata

Ionar foi uma das vítimas baleadas durante confusão (Foto: Marlon Ganassin)Ionar foi uma das vítimas baleadas durante confusão (Foto: Marlon Ganassin)

Familiares envolvidos na confusão que terminou com um morto e quatro baleados no dia 1º de janeiro, no bairro Pioneiros, região sul de Campo Grande, prestaram depoimento, na manhã desta terça-feira (28), na sede do 9º Batalhão da Polícia Militar.

A copeira Ionar Marília Monteiro Pereira, 37 anos, foi uma das vítimas atingidas pelos disparos e contou que recebeu a intimação nessa segunda-feira (27) para depor na PM. Porém, ela diz não ter entendido o motivo de ter sido chamada.

“Eles [policiais] queriam saber se houve troca de tiros, o tipo de som do disparos”, relatou após prestar os esclarecimentos. Estavam com ela na sede do 9º BPM dois filhos, sobrinho e a nora.

Dois policiais militares e uma policial civil estavam envolvidos na confusão. Um deles, o soldado da PM Samuel Araujo Lima, 34 anos, foi preso após matar Wilson Meaurio, de 41 anos, e balear outras quatro pessoas.

O advogado de defesa de Lima, Ronaldo Franco, disse que a família foi intimada pela PM por casa do processo administrativo que está em andamento contra Samuel. Na ocasião, Franco garantiu que o soldado admitiu ter entrado na residência onde ocorreu a tragédia atirando, mas alegou legítima defesa.

Na esfera criminal, o inquérito sobre o caso já foi encerrado e foi entregue na Justiça.

O caso - De acordo com informações que constam no registro oficial sobre o caso, o militar conduzia seu Fox e ao chegar no cruzamento das ruas Barão de Limeira e Padre Damião, Vila Pioneiras, um grupo de cinco a seis pessoas, passou a danificar o veículo com pedras e tijolos.

Na versão das testemunhas, o policial - Samuel - quase atropelou o grupo e ainda teria dito que por ser militar ‘podia tudo’. Em seguida, ele e o sobrinho de Ionar, Márcio Pereira Soares, 22 anos, brigaram e ambos ficaram feridos.

Após a agressão, segundo registro policial, Samuel correu para o interior de uma residência, de onde ligou para a irmã, escrivã da Polícia Civil.

Conforme informações oficiais, quando a policial chegou ao local o grupo tentava arrombar o portão do imóvel onde estava Samuel. Ela então fez disparos para baixo e o grupo foi para outra residência onde havia sido realizada uma festa de revéillon.

Em seguida, Samuel foi ao local para onde o grupo havia ido, entrou e atirou. Como a festa já havia acabado, algumas pessoas já estavam dormindo e mesmo sem apresentarem risco ao policial foram baleadas.

O pedreiro Wilson Meaurio, 41 anos, que não estava envolvido na confusão na via pública, foi atingido por um tiro no lado direito do peito e morreu. Outras quatro familiares do pedreiro ficaram feridos com os disparos.

Cinco pessoas foram indiciadas por envolvimento na briga. Samuel, que foi preso em flagrante, foi indiciado por homicídio doloso e tentativa de homicídio.

A irmã do PM, Sueili Araújo Lima, que é policial civil, pagou fiança e responderá em liberdade pelo crime de disparo de arma de fogo. O outro irmão do policial, Rodrigo Araújo Lima, que também é PM, assinou um termo de compromisso e responderá perante o Juizado Criminal Especial pelo crime de ameaça.

Já Marcio Pereira Soares e o filho de Ionar, Maílson Pereira Meaurio, vulgo “Lyon”, foram indiciados pelos crimes de tentativa de homicídio e dano qualificado. Marcio está preso e Mailson é considerado foragido e teve a prisão preventiva representada pela Polícia Civil.

A mãe de Maílson diz que não tem notícias do filho. Segundo Ionar, ele telefonou uma vez para ela falando que estava bem, mas não disse onde estava.



Ridiculo!!! "Primeiro quem estava lá sabe muito bem que o Wilson que infelizmente faleu estava na RUA junto com os filhos e sobrinhos, o que gera formação de quadrilha... Pulando como se fosse o King Kong em cima do carro do "Sd Lima", me envergonha essa mídia sensacionalista e barata que só aborda UM LADO DA MOEDA!
 
Thayna B. Ramah em 07/03/2012 07:27:39
"Sou policial e posso tudo", até parece! O pessoal já não gostava dele só porque é policial e tem que agir corretamente, inclusive repreender. Na ocasião Samuel sequer estava armado e os agressores (um bando) já estavam depredando seu carro e tentando mata-lo! Por acaso alguém que teve na hora duas paradas cardiorrespiratórias de tanto apanhar iria simplesmente pegar seu radinho e chamar reforço?!
 
Agatha Suzuki em 29/02/2012 04:31:42
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