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Agro aciona STF para driblar regra ambiental

Por Mylena Fraiha e Maristela Brunetto | 18/04/2026 07:00

Crédito rural - A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) para suspender uma regra do CMN (Conselho Monetário Nacional) que restringe o acesso ao crédito rural a propriedades com registro de desmatamento. Pela norma, em vigor desde abril, bancos devem checar dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e exigir comprovação de autorização para supressão vegetal antes de liberar financiamento.

Bilhões - A CNA argumenta que a medida antecipa punição ao bloquear o crédito antes da análise completa da regularidade ambiental, o que pode afetar safras. Do outro lado, o governo federal defende que a regra busca alinhar o crédito rural às políticas de preservação. Afirma que os dados usados são transparentes e permitem contestação, garantindo direito de defesa. Já o TCU (Tribunal de Contas da União) apontou bilhões em operações com indícios de irregularidades ambientais, reforçando a necessidade de controle.

A caráter - A prefeita Adriane Lopes encarou campinho de terra e colocou brinco de pena na orelha para evento na aldeia urbana Água Bonita, em Campo Grande. Marcou até gol em noite de inauguração da iluminação do campo da comunidade, mas sem tênis. A prefeita não abriu mão da botina.

Agro aciona STF para driblar regra ambiental
Adriane no campinho da aldeia urbana Água Bonita (Foto; Reprodução)

Ponto facultativo - A Assembleia Legislativa e a Câmara Municipal de Campo Grande decretaram ponto facultativo no dia 20 de abril. Com isso, servidores, deputados e vereadores vão emendar o fim de semana com a segunda-feira (20) e a terça-feira (21), feriado de Tiradentes.

Churrasqueiro - Depois de um dia inteiro de agendas oficiais, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel terminou a passagem pela Expogrande com direito a churrasco de costela e demonstração de habilidade no corte da carne. “Tem que relaxar... depois de um dia inteiro de reuniões e despachos, o fim do dia na Expogrande não podia ser diferente senão experimentando um churrasco de costela”, disse. Além de provar, Riedel foi além do papel de convidado e assumiu a faca, fatiando e servindo os colegas.

Falso advogado - Projeto de Lei Federal propõe medidas para combater o chamado “golpe do falso advogado” e outras fraudes eletrônicas ligadas a processos judiciais, que tem sido cada vez mais comuns em Mato Grosso do Sul. A prática tem se tornado fácil na era da digitalização da Justiça, permitindo que criminosos usem dados processuais para enganar vítimas, geralmente pedindo dinheiro sob a promessa de liberação de valores.

Condenados - O projeto também cria o Cadastro Nacional de Condenados por Estelionato Eletrônico e reforça normas sobre certificação digital, com foco na segurança de documentos e assinaturas online. A proposta ainda será analisada no Congresso, em meio ao desafio de aumentar a proteção contra fraudes sem dificultar o funcionamento do sistema judicial.

Analfabetismo digital - Pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) revela um desafio direto no mercado de trabalho: o domínio de tecnologia ainda é limitado entre os brasileiros. Menos da metade da população, 44,5%, tem habilidade média-alta ou alta em tarefas digitais complexas, como uso de inteligência artificial (IA), planilhas e configuração de sistemas. Já nas atividades básicas, como aplicativos de mensagens, transações financeiras e navegação na internet, esse índice sobe para 64,1%. No geral, pouco mais de 54% apresentam domínio médio alto ou alto em habilidades digitais.

Mais velhos sofrem - Os dados fazem parte da 68ª edição da pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira: mercado de trabalho na visão da população”. O levantamento também escancara o peso da idade nesse cenário. Entre jovens de 16 a 24 anos, 65,7% têm domínio de tarefas complexas, índice que se mantém alto entre 25 e 34 anos, com 63,2%. A partir daí, a curva desce sem cerimônia: 53,4% entre 35 e 44 anos, 36% entre 45 e 59 anos e apenas 9,9% entre pessoas com 60 anos ou mais.

Riscos fiscais - No projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que estima as receitas e despesas para 2027 na Prefeitura de Campo Grande, um dos itens elencados são os riscos fiscais ao cumprimento fiel do orçamento. Ali consta o valor de R$ 50 milhões em dívidas, sendo R$ 35 milhões referentes a quantias estabelecidas em juízo.

Previdência deficitária - Também tem por obrigação incluir uma previsão da situação previdenciária a longo prazo, o chamado déficit atuarial. No caso do IMPCG (Instituto Municipal de Previdência), que no ano passado teve diferença negativa de R$ 112 milhões - arrecadou R$ 592,4 milhões e pagou R$ 704,4 milhões em benefícios – a previsão para o ano que vem é de recolher R$ 592,9 milhões e pagar R$ 715,6 milhões. No último ano da projeção, 2.100, o déficit terá dado um salto, com receitas de R$ 691,1 milhões e pagamentos de R$ 903 milhões, com as faltas cobertas por receitas do município.