Bernal falou demais, agora quer silêncio? Família é contra sigilo
Agora é tarde - A família do fiscal tributário assassinado por Alcides Bernal se manifestou contra o pedido de sigilo no processo sobre a morte, argumentando que não há justificativa para restringir o acesso às informações. Segundo os representantes, o próprio investigado teria procurado veículos de imprensa assim que o crime ocorreu, por telefone, e apresentado sua versão dos fatos antes mesmo de se entregar, o que, na avaliação dos parentes, torna incoerente a tentativa posterior de limitar a divulgação do caso.
Falou demais - No posicionamento, a família sustenta que o ex-prefeito assumiu o risco ao expor publicamente sua narrativa, de legítima defesa, que acabou não sendo confirmada pela investigação. Também destaca que ele poderia ter optado pelo direito constitucional de permanecer em silêncio, mas escolheu falar tanto à polícia quanto à imprensa. Para os familiares, não cabe ao Judiciário “apagar” declarações feitas voluntariamente, especialmente em um caso que já ganhou repercussão pública.
Depois da chuva – A Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul) depende de uma trégua do tempo para retomar a “Operação Limpa Fios”. A previsão era voltar em abril, mas a chuva segurou o cronograma. A ação, focada na segurança e na estética urbana, já retirou milhares de metros de cabos em etapas noturnas, mas por enquanto só em duas ruas do Centro.
Saúde na mesa – O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul iniciou ontem um mutirão de conciliação voltado a casos de saúde. A iniciativa integra a 2ª Semana Nacional da Saúde, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e mobiliza o Núcleo de Conciliação do tribunal e o comitê estadual da área. Foram selecionados 222 processos, a maioria ligada a planos de saúde, além de ações sobre atendimento público. As audiências seguem até quarta-feira (9). A aposta é resolver por acordo o que levaria anos na Justiça.
De saída - O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos dispensou Tiago Resende Botelho do cargo de superintendente do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul, com efeito a partir de 1º de abril de 2026. A saída oficializa a desocupação da função de chefia na estrutura federal no Estado e ocorre em meio à decisão do petista de deixar o posto para disputar uma vaga como deputado estadual nas próximas eleições.
Fila condicionada – Portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (6) prevê que Mato Grosso do Sul poderá receber até R$ 6,7 milhões para consultas e exames especializados em programa federal. Os valores serão distribuídos entre municípios como Campo Grande, Aparecida do Taboado e Coxim.
Uma mão lava a outra - A Polícia Federal e a Agepen renovaram, por mais dois anos, um acordo de cooperação que já existe desde 2021. O novo termo mantém a parceria entre os órgãos em Mato Grosso do Sul, com vigência a partir de 30 de abril de 2026. A Agepen continua responsável por fornecer alimentação diária a presos nas unidades da Polícia Federal e em contrapartida, a PF oferece capacitação e pode doar equipamentos, incluindo veículos, formalizando uma divisão de responsabilidades entre Estado e União.
Transparência – A senadora Tereza Cristina destinou R$ 1,25 milhão em emendas parlamentares para entidades de assistência social em Campo Grande, conforme aprovação do CMAS (Conselho Municipal de Assistência Social). O valor foi dividido entre sete instituições, com repasses de R$ 100 mil a R$ 250 mil, voltados principalmente a crianças, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Arrecadação – O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente abriu chamamento público para que ONGs e órgãos públicos apresentem projetos e obtenham autorização para captar recursos, principalmente via imposto de renda. O conselho não repassa dinheiro. Só autoriza. A captação corre por conta das entidades, e 20% do que for arrecadado fica no fundo municipal.
Mesa posta – Foi instalada mesa permanente de negociação na assistência social de Campo Grande. A proposta reúne prefeitura e servidores para discutir, de forma contínua, os problemas do dia a dia. Na pauta, nada de novidade: reclamações sobre condições de trabalho, carga excessiva, falta de estrutura, necessidade de capacitação, organização das equipes e até carreira e remuneração. A diferença agora é a tentativa de institucionalizar o diálogo e evitar que os conflitos estourem fora da mesa.


