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Campo Grande, Domingo, 22 de Outubro de 2017


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22/03/2017 06:00

Em mais uma fraude, tem sujo falando do mal lavado

Leonardo Rocha, Anahi Zurutuza e Richelieu de Carlo

Faça o que eu digo... No endereço de um dos alvos da operação da Polícia Federal contra licitações fraudulentas, deflagrada ontem, havia pelo menos um indício de que no local morariam pessoas de bem, sem qualquer envolvimento com corrupção. Um adesivo colado no carro estacionado na garagem diz “Eu apoio a Lava Jato”. 

Lava Jato – No perfil do Facebook de um dos empresários envolvidos no escândalo, o que não falta é ataque ao ex-presidente Lula, chamado de corrupto pra baixo.O outro imóvel onde a PF esteve na manhã de ontem para apreender documentos fica em frente a um Lava Jato, no Jardim dos Estados. Sinal de que o local pelo menos fica sob a vigília de quem realmente faz um “trabalho limpo”.

Ressalva – Os vereadores da Câmara de Campo Grande aprovaram ontem o projeto enviado pela Prefeitura que reestrutura o Proinc (Programa de Inclusão Social) para trabalhadores desempregados em situação de vulnerabilidade, mas com algumas ponderações. As principais preocupações são com a fiscalização e que a proposta seja desvirtuada.

Cabide – Parlamentares temem que o programa seja usado como forma de burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal, já que os trabalhadores contratados pelo projeto não entram no limite imposto pela legislação. Além disso, existe a possibilidade de ser usado como cabide de emprego e descambar para o assistencialismo.

Limite – Com isso em vista, foi imposto um limite que prevê no máximo 10% dos servidores municipais possam ser contratados pelo programa. Algo que não constava “de forma clara” na proposta enviada pelo Executivo. “Isso ajuda a evitar que tenhamos problema semelhante à Omep e Seleta”, disse o vereador Vinicius Siqueira (Partido Democrata).

Falta confiança – João César Mattogrosso, líder do PSDB na casa de leis, destacou os problemas provocados pela falta de confiança dos vereadores no Executivo, considerada uma das heranças deixadas pelas rixas da antiga legislatura com o Alcides Bernal. “Temos que ter confiança”, pediu.

Sem pegadinha – Logo em seguida, o líder do prefeito na Câmara, o vereador Chiquinho Telles (PSD), lembrou que os tempos agora são outros e que o gestor da Capital está empenhado em contribuir com a casa. “Podem confiar. Não virão projetos com pegadinhas ou coisas do tipo”, defendeu.

Custo zero? -O defensor-geral do Estado, Luciano Montali, esteve na Assembleia Legislativa ontem para pedir que o projeto que trata de benefícios a servidores entre finalmente em votação. Antes, teve de convencer todo mundo de que não haverá aumento de despesa. Com a garantia, os deputados divulgaram que tanto o projeto da Defensoria, como do Ministério Público Estadual vão entrar em processo de votação nesta quarta-feira, quando deve ser analisada apenas a legalidade da proposta. Os dois geraram polêmica por prever aumento de benefícios aos servidores do MPE e Defensoria, justamente no momento em que o poder público prega a contenção de gastos. 

Entrando no debate - O deputado Beto Pereira (PSDB) aproveitou o início da semana legislativa para criticar a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. Disse que todo o ato que se radicaliza, gera exageros e prejuízos, seja na esfera política, religiosa ou investigativa. O discurso frequente na Assembleia Legislativa é de que houve exageros na ação da Polícia Federal, que pode prejudicar toda a cadeia produtiva do Brasil e do MS, ao colocar em dúvida a qualidade da carne brasileira.

Ponto de vista - Os deputados já começaram a conversar sobre mudanças na legislação eleitoral de 2018 que podem vir do Congresso. Entre os assuntos está o fim das coligações e a formação de lista fechada para o Legislativo. A maioria se coloca contra esta segunda opção. Eles alegam que em uma lista fechada, o eleitor deixaria de escolher o seu candidato favorito, para votar apenas em um partido, que, diga-se de passagem, andam bem desacreditados.

(Com Marcos Ermínio)

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