Lula leva primeira multa por causa de Simone
Pedido caro - O apoio antecipado à sul-mato-grossense Simone Tebet (PSB) já rendeu a primeira conta eleitoral ao presidente Lula (PT). A Justiça Eleitoral de São Paulo multou o petista em R$ 15 mil por pedir votos para a ministra do Planejamento e para Marina Silva (Rede), pré-candidatas ao Senado por São Paulo. Durante evento oficial realizado em maio, Lula afirmou que o público poderia “um dia, dar voto para as duas”.
Se livraram - Para o juiz Ronnie Herbert Barros Soares, a fala foi um pedido explícito de voto antes do período permitido. Simone e Marina escaparam da multa porque, segundo a decisão, não participaram da manifestação nem tinham conhecimento prévio do que Lula diria. O vídeo deverá ser retirado do YouTube, mas a decisão ainda pode ser contestada no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) ou no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O cabo eleitoral falou antes da hora e, por enquanto, ficou sozinho com a conta.
Nossa presidenta - Empresários ligados ao agronegócio passaram a defender a candidatura da senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP) à Presidência da República. As manifestações ocorreram em grupos de WhatsApp de integrantes do setor, incluindo o Amigos do Cosag, ligado ao Conselho do Agronegócio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), presidido pela própria parlamentar.
Prontinha - Em outra conversa, Tereza respondeu que estaria pronta para disputar, mas ponderou que depende do aval do partido. O PP ainda não definiu posição e tende à neutralidade na eleição presidencial. Ex-ministra da Agricultura, a senadora já foi cogitada como vice e teve o nome testado recentemente em uma pesquisa encomendada por produtores rurais e empresários.
Estado errado - O Ministério da Saúde precisou corrigir uma portaria que colocou Campo Grande em Mato Grosso, em vez de Mato Grosso do Sul. A falha apareceu no repasse de R$ 3,2 milhões destinado à Capital, dividido entre ações de vigilância em saúde, atenção primária e assistência hospitalar. O dinheiro não mudou. Só o Estado, porque Campo Grande ainda não atravessou a divisa durante a madrugada.
Fatia do bolo – Mato Grosso do Sul terá direito a 2,75% do dinheiro do IPI-Exportação distribuído pela União aos Estados em 2027. O percentual foi definido pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e leva em conta o desempenho das exportações feitas entre julho de 2025 e junho de 2026. O valor exato ainda não é conhecido, porque dependerá da arrecadação federal no próximo ano.
Freio de mão – O Governo do Estado suspendeu por 12 meses um contrato com o BNDES que previa assessoria e suporte técnico para a renovação da concessão do serviço de distribuição de gás canalizado, além da atualização dos investimentos e das prioridades da MSGás. O Executivo é sócio majoritário da companhia e tem como parceira a Comit Gás S.A., formada pela Cosan e pela Mitsui Gás e Energia do Brasil Ltda. Pelo contrato, firmado no fim de 2023, o banco receberia no mínimo R$ 1,5 milhão, com possibilidade de o valor chegar a R$ 5 milhões.
Menos gás – Depois da assinatura do contrato, houve queda brusca na entrada de gás boliviano no Brasil diante da escassez do produto. Nesse período, a concessão da MSGás também foi renovada. O Governo informou que a suspensão é temporária e necessária para readequar o projeto a um novo alinhamento estratégico, considerando os interesses econômicos do Estado e da concessionária de gás.
Olho no atendimento – As unidades de atenção primária de Campo Grande passarão a ter Times de Segurança do Paciente, formados pelo gerente e por outro profissional de nível superior. A medida, publicada em edição extra do Diogrande desta terça-feira (28), prevê que as equipes acompanhem riscos, erros de medicação, quedas, infecções e outras falhas no atendimento, além de encaminhar relatórios quinzenais à Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).
Intercâmbio - A UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) oficializou quatro novos acordos de cooperação internacional com instituições de ensino superior de Honduras, Indonésia, Ruanda e México, para intercâmbio de estudantes, professores e pesquisadores, além do desenvolvimento de projetos acadêmicos e científicos em conjunto. Há protocolo de intenções com a Universidad Nacional Autónoma de Honduras, com vigência de 12 meses, e três acordos de cooperação de cinco anos com a Universitas Indonesia, a Kibogora Polytechnic, de Ruanda, e a Universidad Autónoma de Baja California, do México.


