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Jamilzinho ataca delegado, mas pede desculpas a juiz

Por Anahi Zurutuza, Paula Maciulevicius e Gabriela Couto | 16/06/2021 06:00
Jamil Name Filho pede a palavra durante audiência por vídeoconferência em processo da operação Omertá. (Foto: Reprodução de vídeo)
Jamil Name Filho pede a palavra durante audiência por vídeoconferência em processo da operação Omertá. (Foto: Reprodução de vídeo)

Tenso - Audiência para ouvir dois delegados de Polícia Civil como testemunha de acusação de ação derivada da fase 3 da operação Omertá durou mais de 8 horas nesta terça-feira (15). E teve polêmica. Réu no processo, Jamil Name Filho, o Jamilzinho, interferiu na fala de João Paulo Sartori, integrante da força-tarefa responsável pelas investigações e chegou a chamar a autoridade policial de "sociopata".

Aqui não - O juiz responsável pelo caso, Roberto Ferreira Filho, titular da 1ª Vara Criminal, primeiro  advertiu o réu. Para fazer com que ele parasse de dizer impropérios, mandou cortar o áudio vindo do presídio de segurança máxima de Mossoró (RN).

Mea culpa - Ao final da tarde, Jamilzinho pediu a palavra novamente. Desculpou-se com o juiz e com os advogados participantes da sessão. Não citou Sartori, atualmente em licença para fazer mestrado na Espanha. "Eu errei, sou humano", declarou. O magistrado aceitou as escusas, mas lembrou que a pessoa alvo da ofensa tem o direito de tomar providências caso queira. Todo o material é gravado.

Agenda - O juiz também ouviu ontem o delegado titular do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestrros), Fabio Peró. Na semana que vem, mais dois delegados vão falar das apurações da Omertà envolvendo duas famílias poderosas no Estado, os Name, e os Georges, de Ponta Porã. Ambas são apontadas como líderes de organizações criminosas.

"Sumiço" – Preso na 1ª fase da Omertà, o investigador Elvis Elir Camargo Lima passou 76 dias internado por causa da covid-19 no Hospital Cassems. Monitorado por tornozeleira, ele precisou justificar à Justiça porque saiu do perímetro permitido para sua circulação entre 23 de março e 7 de junho deste ano.

Com licença - A defesa do policial civil também explicou no processo que por mais 30 dias Elvis terá que ficar em casa, sem ir ao trabalho, para se recuperar por completo das sequelas da covid, sob acompanhamento médico.

Investimento - Ao governador Reinaldo Azambuja, a Aurora anunciou ontem (15) a ampliação da unidade de São Gabriel do Oeste e confirmou a expansão da unidade de Maracaju. Os recursos que ali serão aplicados somam R$ 140 milhões

Aula de geografia - Parece que os sul-mato-grossenses terão mesmo que se acostumar com os erros geográficos da mídia nacional. Dessa vez, foi em reportagem da TV Globo, que ao falar da flexibilização de regras para conter a covid, creditou a capital de Mato Grosso do Sul como Cuiabá, ao invés de Campo Grande.

Coach na prisão - A Agepen (Agência de Administração do Sistema Penitenciário) começou a trabalhar reflexões "profundas" sobre vários aspectos da vida através de técnicas de inteligência emocional com presidiários. Por videoconferência, internos estão fazendo cursos como "Método Evo - Sem Limites" e Coaching Integral Sistemic - Método CIS".

Carga horária - Com 50h de duração, a formação promete trabalhar os pilares que precisam estar em "harmonia" para que os presos atinjam sucesso como: emocional, espiritual, parentes, filhos, conjugal, social, saúde, servir, intelectual, financeiro e profissional. Em nota, a Agepen disse que o objetivo é de proporcionar momentos de reflexão para que os condenados deixassem a criminalidade.

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