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"Réu é o Flávio Bolsonaro", diz Marquinhos a manifestantes

Por Marta Ferreira | 30/03/2021 06:00
Marquinhos durante conversa com protestantes na porta da prefeitura de Campo Grande, acompanhada por jornalistas. (Foto: Reprodução de vídeo)
Marquinhos durante conversa com protestantes na porta da prefeitura de Campo Grande, acompanhada por jornalistas. (Foto: Reprodução de vídeo)

Pergunta pra ele – Hostilizado pela segunda vez por manifestantes na frente da prefeitura, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) reagiu a uma manifestante que questionava, por meio de uma camiseta, a falta de um “plano para organizar" a saúde pública. Na pergunta, ela fala sobre o que o governo vai fazer. Marquinhos diz que o endereço da questão deveria ser outro, e emenda:  “Quem é réu é o Flávio Bolsonaro”,  disse, em meio ao grupo de pessoas, depois que já havia começado a se afastar.

Escrita – A frase de Marquinhos em alusão ao senador pelo RJ, filho do presidente Jair Bolsonaro, foi dita a interlocutora que usava camiseta com dizeres cobrando informação sobre investimento em saúde.  “Onde estão os bilhões da saúde”, traz a blusa preta.

Não é assim – A mulher reclamou, também, da falta de “janta” em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), à qual não soube nominar. O prefeito, em seu comentário, disse que as unidades 24 horas não oferecem mesmo alimentação.

Testemunho - A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB) publicou vídeo em suas redes sociais incentivando o consumo de medicamentos sem comprovação científica para o tratamento da covid-19. Segundo ela, todos os familiares pegaram a doença em dezembro do ano passado e utilizaram o protocolo, o chamado “kit covid”, que é desautorizado por médicos no mundo todo.

Afastado – Infectado pelo novo coronavírus, o secretário de Justiça e Segurança Pública Antônio Carlos Videira segue em tratamento. Precisou afastar-se das funções. Cumpre espécie de internação domiciliar, saindo de casa só para a medicação intravenosa, que foi necessária diante das manifestações da doença. Videira ouviu dos médicos que certamente contraiu a cepa mais agressiva da covid-19.

Só um jeito – O secretário de Saúde Geraldo Resende, incansável no discurso de que apenas isolamento social e vacina conseguem conter a pandemia, tem usado repetidamente uma espécie de slogan criado para o mutirão de vacinação em curso. “Lugar de vacina é no braço, não na geladeira”, repetiu ontem pelo menos duas vezes na live para divulgar os dados da doença.

Triste momento – Mais uma vez, Resende apelou ao bom senso das pessoas para contribuir com a estratégia de saúde, evitando sair de casa e se juntar a grupos de pessoas quando não é estritamente necessário. “Nos ajude”, afirmou, em tom já exasperado.

Difícil - É ingrata a missão do secretário nesse tema. Na semana passada, depois da publicação de decreto estadual sobre toque de recolher e proibição de abertura do comércio de setores não essenciais, ele foi alvo de ofensas até de parlamentares. Tiago Vargas (PSD), vereador em Campo Grande, publicou nas redes sociais que para Resende "é fácil" ficar em casa, pois tem salário alto todos os meses.

Novo posto – Será o Comando de Policiamento Especializado da PM (Polícia Militar) a nova casa do coronel Marcus Vinicius Pollet, que de 2016 a até este ano chefiou o Batalhão de Choque da Corporação. A unidade reúne tropas como o próprio Choque, a Cavalaria e Bope (Batalhão de Operações Especiais). A coluna apurou que a alteração está por sair.

Sem rastros – Até o fim da semana passada, era possível identificar nas redes sociais o perfil do namorado da professora Anderci da Silva, 44 anos, que morreu em decorrência de tiro nas costas, depois de ser abandonada por ele na porta do Hospital Cassems, um mês antes. Depois de vir a tona a presença dele no local onde ela foi ferida, a página dele no Facebook desapareceu.

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