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Jogo Aberto

Vereador dá título de cidadã campo-grandense à própria mãe

Por Fernanda Palheta e Kamilla Alcântara | 28/08/2026 06:00
Vereador dá título de cidadã campo-grandense à própria mãe
Wilson e a mãe, Jean e o médico infectologista (Foto: Divulgação)

Amor de filho - Os vereadores de Campo Grande não perdem tempo quando o assunto é homenagem. No dia de comemorar o aniversário da Capital, com título de cidadão campo-grandense, colocaram na lista pessoas bem próximas. Wilson Lands (Avante) homenageou a mãe Maria Sirlei, e  Jean Ferreira (PT) escolheu o médico infectologista Percival Henrique, apontado por amigos como namorado dele. Gean nega o relacionamento, mas diz que "a indicação é prerrogativa de cada vereador, desde que aprovado na Procuradoria da Câmara".

Resposta para outra nota – O prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro, resolveu responder ao Jogo Aberto de ontem, mas mirou uma coluna que só ele leu. Em vídeo, disse que o jornal o teria criticado por fazer “apologia à violência contra a mulher”. O problema é que nenhuma linha sobre isso foi publicada por aqui. O assunto foram as férias de meio de ano, com festança sem filtros no Barretão.

Networking Depois de se defender do que não foi acusado, Ferro disse que aproveitou a viagem para fazer “networking”, argumentando que recebe “apenas R$ 11 mil” de salário, o que não dá para nada porque “ajuda muita gente”. Também lembrou que “só tem uma vida”. Para completar, afirmou que quem critica é porque não sabe se divertir.

Multa em casal - As denúncias chegaram separadas, mas as decisões vieram quase em dobradinha. A vice-prefeita de Dourados e candidata a deputada estadual, Gianni Nogueira, e o marido, Rodolfo Nogueira, candidato a deputado federal, foram multados em R$ 5 mil cada por propagandas com efeito de outdoor nos respectivos comitês. Os julgamentos foram assinados pelo desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva com apenas dois minutos de diferença.

Repulsa - O reencontro entre os ex-governadores Zeca do PT e André Puccinelli (MDB) está fora dos planos do deputado estadual petista. Após o convite do Campo Grande News para uma entrevista conjunta, Zeca foi categórico ao dizer que não tinha interesse e foi bem agressivo. “Só de ver a cara dele me dá nojo e ânsia de vômito, além do que não quero sujar minha mão cumprimentando ele”, disse. Os dois vão se enfrentar indiretamente na busca por uma vaga da Assembleia Legislativa. Já Puccinelli não respondeu ao jornal.

Injusta? - O casal retirou os materiais assim que foi notificado e escapou das multas diárias, mas terá de desembolsar R$ 10 mil no total caso as condenações sejam mantidas. O relator chegou a classificar a penalidade como “injusta” diante da rápida adequação, porém aplicou o mínimo previsto. Já as imagens de Jair Bolsonaro, as bandeiras do Brasil e os totens internos foram liberados. No fim, o problema não foi a ideologia, mas o tamanho da propaganda.

Saiu antes do apito - Ex-presidente do Costa Rica Esporte Clube, André Delgado Baird (Novo) desistiu da disputa por uma vaga de deputado estadual. A Justiça Eleitoral homologou a renúncia ao considerar o pedido “livre, expresso e inequívoco”. Em 2025, Baird também disputou a presidência da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul) e perdeu para Estêvão Petrallás por 48 votos a 39, após abrir vantagem entre clubes profissionais e sofrer a virada com os votos das equipes amadoras.

Fogo amigo da urna - A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, pediu à Justiça Eleitoral que negue o registro de Adão Salemaq, candidato a deputado estadual pelo PT. A federação sustenta que duas condenações por apropriação indébita ainda o deixariam inelegível. A Procuradoria Regional Eleitoral também impugnou a candidatura. A defesa afirma que os casos são conexos e geram um único período de inelegibilidade, encerrado em julho. Se o TRE entender que são independentes, a restrição poderá seguir até 2027.

Venda de garagem A Prefeitura de Campo Grande se manifestou em ação popular que resultou na intervenção no transporte público contra um pedido de liminar para bloquear a matrícula de uma garagem vendida em 2021 pela Viação Cidade Morena, integrante do Consórcio Guaicurus. O pedido de bloqueio sustenta que o imóvel deveria ser revertido ao município ao fim do contrato. A prefeitura diz que não, apontando que ele não consta entre os bens incluídos no documento assinado em 2012 com as empresas do consórcio.

E o valor?  - A transação foi de R$ 9,9 milhões e passou a ser questionada após menção no relatório final da CPI feita por vereadores, quando a comissão sustentou que poderia se tratar de uma simulação, pelo valor de avaliação ser de R$ 14,4 milhões. Na manifestação à Justiça, a prefeitura informa que a transação será avaliada pela comissão interventora. O Consórcio, que substituiu a defesa no processo e contratou um escritório de advocacia de São Paulo, defende a legalidade, afirmando que o valor envolveu a garagem e um terreno ao lado e os imóveis eram da empresa e não vinculados à concessão.