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Arquitetura

Arquiteto cria galeria com obras para serem personalizadas

O espaço tenha uma dupla de função, de galeria de arte à consultoria de decoração

Por Bárbara Cavalcanti | 26/06/2021 07:43
Felipe criou espaço onde artistas podem expor suas obras e clientes podem personalizar dimensões para seus espaços. (Foto: Kísie Aionã)
Felipe criou espaço onde artistas podem expor suas obras e clientes podem personalizar dimensões para seus espaços. (Foto: Kísie Aionã)

Em um espaço de 40 m² no Jardim dos Estados, o arquiteto Felipe Cordeiro reuniu obras de arte de diversos estilos e de artistas regionais e locais. E lá, a criatividade é o que manda: nas paredes brancas como um canvas estão penduradas fotos, pinturas, esculturas, além de intervenções no próprio espaço, como pinturas nas paredes e em móveis.

Mas o objetivo da Galeria Meia Sete é que o espaço tenha uma dupla função, de galeria de arte à consultoria de decoração, na qual é possível escolher as obras em tamanho personalizado para decorar espaços.

“As obras aqui serão constantemente renovadas e podem ser de todo o Brasil. Esses artistas vão encontrar aqui um lugar em que eles não apenas podem expor, muitos inclusive pela primeira vez no Estado, como também servirão para os clientes terem a liberdade de pedir tamanhos personalizados, de acordo com seus espaços”, explica Felipe.

Esculturas e pinturas expostas na Galeria Meia Sete. (Foto: Kísie Aionã)
Esculturas e pinturas expostas na Galeria Meia Sete. (Foto: Kísie Aionã)

A Galeria tem fotografias, esculturas, pinturas em tela, em tecido e até na própria parede e até  em móveis. Os artistas que assinam as peças são oriundos de vários lugares do Brasil, de estados como Minas Gerais, São Paulo e Paraná,  em maioria que ainda não tiveram um espaço em Mato Grosso do Sul para expor sua arte antes. Do próprio estado, há artistas de Dourados e da Capital.

Uma dessas peças, são as esculturas do paulista Adriano Baruf. As peças, dão a impressão de invadirem a parede, o que dá um toque de chame em qualquer espaço.

O jogo de sombras que a escultura do colibri deixa na parede, dá um charme especial. (Foto: Kísie Aionã)
O jogo de sombras que a escultura do colibri deixa na parede, dá um charme especial. (Foto: Kísie Aionã)
Na mesma linha, avião parece invadir a parede. (Foto: Kísie Aionã)
Na mesma linha, avião parece invadir a parede. (Foto: Kísie Aionã)

Há também as fotografias do douradense José Eduardo, feitas em preto e branco e impressas em tamanho ampliado, criando quadros que podem ocupar uma parede inteira.

Fotos de José Eduardo (à direita) e Leila Versetti (à esquerda) em tamanho ampliado estão à disposição. (Foto: Kísie Ainã)
Fotos de José Eduardo (à direita) e Leila Versetti (à esquerda) em tamanho ampliado estão à disposição. (Foto: Kísie Ainã)

Ainda outra artista, dessa vez da Capital, é a Janaína Coll, que tem uma técnica tipo colagem, em que ela fotografa pedras de mármore em superzoom e faz aplicações com Folha de Ouro.

Técnica de fotografia superzoom com aplicação de ouro. (Foto: Kísie Aionã)
Técnica de fotografia superzoom com aplicação de ouro. (Foto: Kísie Aionã)

“Na parede do banheiro, a artista Leila Versetti, gaúcha que mora no Paraná, pintou a própria parede. Aqui todos os espaços são utilizáveis, estão à disposição dos artistas para suas intervenções. O teto e o chão não têm quinas, o acabamento com gesso dá uma ideia de continuidade e fluidez no espaço, para justamente espelhar essa ideia de criatividade que esse espaço tem para oferecer”, explica Felipe. Por causa da pandemia, as visitações acontecem por horário marcado.

Artista fez intervenção até na parede do banheiro da galeria. (Foto: Kísie Aionã)
Artista fez intervenção até na parede do banheiro da galeria. (Foto: Kísie Aionã)

Mas outro diferencial da galeria é especial para quem quer decorar algum espaço. Todas as obras no local podem ser personalizada às dimensões das específicas da parede que vai receber a decoração.

“O objetivo é que o cliente ou o arquiteto, sente aqui e já idealize a decoração com as obras desses artistas aqui que temos disponíveis, fazer esse trabalho de aproximar a arte da arquitetura. Nós fazemos uma projeção 3D e assim já inserimos no espaço específico, no tamanho que a pessoa precisa”, detalha.

Pintura de Ipês. Pedido foi feito com a artista douradense Priscila Rodrigues. (Foto: Kísie Aionã)
Pintura de Ipês. Pedido foi feito com a artista douradense Priscila Rodrigues. (Foto: Kísie Aionã)

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