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Arquitetura

Em casa de 60 anos, Ale compartilha garimpos e acervo cheio de história

Projeto de engenheira nasceu de forma espontânea e hoje mistura cursos e convivência

Por Thailla Torres | 31/03/2026 08:47
Em casa de 60 anos, Ale compartilha garimpos e acervo cheio de história
Ale em meio ao próprio acervo, onde peças garimpadas dividem espaço com objetos afetivos e cheios de história (Foto: Osmar Veiga)

Há pouco mais de um mês, depois de muita procura por uma casa antiga que realmente combinasse com a proposta que tinha na cabeça, Ale Ricartes encontrou o lugar certo. Em uma residência com mais de 60 anos de história no Centro, ela montou um espaço onde guarda, expõe e vende peças garimpadas com calma, olho atento e uma boa dose de encanto.

O endereço virou abrigo para porcelanas, cerâmicas, faianças, cristais, esculturas em madeira, obras de arte e objetos que carregam marcas do tempo. Algumas peças chegam com procedência conhecida, outras nem sempre revelam de onde vieram. Ainda assim, encontram lugar ali por um motivo simples: chamam Ale de algum jeito.

“Eu acho que a peça te escolhe”, resume.

Em casa de 60 anos, Ale compartilha garimpos e acervo cheio de história
Entre madeira, arte e detalhes antigos, ambiente revela a proposta de misturar diferentes épocas em um mesmo espaço (Foto: Osmar Veiga)
Em casa de 60 anos, Ale compartilha garimpos e acervo cheio de história
Porcelanas, cerâmicas e objetos decorativos mostram a diversidade de peças escolhidas uma a uma no garimpo (Foto: Osmar Veiga)

Engenheira de formação e designer por paixão, Ale conta que o apreço por casas antigas e interiores já existia muito antes do espaço nascer. Durante anos, trabalhou com obras de grande porte, mas o interesse pelos detalhes, pela composição dos ambientes e pelo valor afetivo dos objetos nunca saiu de cena. Com o tempo, isso foi falando mais alto.

A casa que hoje abriga os garimpos surgiu primeiro como solução prática. Ela precisava de um espaço para guardar ferramentas, materiais e itens usados nas produções dos projetos. Mas a ideia foi crescendo. Se ia ocupar uma casa, queria que fosse uma “casinha de vó”, daquelas com alma, memória e personalidade.

Depois de muito procurar, encontrou a residência antiga que procurava. Aos poucos, foi pintando, organizando, restaurando cantos e trazendo o acervo para dentro. O que era para ser apenas apoio de trabalho acabou virando também um pequeno refúgio.

Ali, cada objeto ajuda a construir a atmosfera. Há peças delicadas de porcelana, detalhes em cobre, madeira trabalhada, louças antigas, formas curiosas, pratos decorativos e móveis que parecem saídos de outra época. Algumas se destacam pela raridade, outras pelo desenho, pela textura ou pela sensação de já terem vivido muito antes de chegar ali.

E é justamente esse tipo de narrativa que interessa a Ale.

Em casa de 60 anos, Ale compartilha garimpos e acervo cheio de história

“O que me encanta no garimpo é isso. Às vezes eu fico sentada aqui olhando e pensando por quantas famílias, por quantos ambientes aquela peça passou até chegar na minha mão”, reflete Ale.

Para quem ainda se perde nos termos, ela explica de forma direta: peça retrô é a nova que remete ao passado. A vintage é aquela que tem entre 20 e 100 anos. Passou disso, já é considerada antiga.

Boa parte do que está no espaço entra na categoria vintage. São itens escolhidos um a um, sem pressa e sem lógica de produção em série. Diferente de uma compra comum, o garimpo, para ela, passa por conexão. Tem peça que ela bate o olho e sabe que combina com determinada pessoa. Tem peça que leva para vender. E tem outras que simplesmente não consegue desapegar.

Em casa de 60 anos, Ale compartilha garimpos e acervo cheio de história
Entre porcelanas delicadas e estampas clássicas, cada peça carrega memórias. (Foto: Osmar Veiga)

Ale gosta da ideia de preservar histórias. Para ela, qualquer item dentro de uma casa pode ter valor quando faz sentido para quem vive ali. E essa visão também aparece no trabalho com interiores, onde prefere valorizar memórias e permanências em vez de trocar tudo por algo novo.

No espaço recém-aberto, essa filosofia ganha forma em cada canto. O ambiente também virou lugar de respiro. Além de expor e comercializar o acervo, Ale decidiu usar a casa para encontros e cursos ligados ao universo que passou a abraçar com ainda mais força, como mesa posta, design e assuntos que ajudam as pessoas a olhar para a própria casa de outro jeito.

“Eu quero que o meu espaço seja um local de acolhimento. Além das peças, quero fazer pequenos eventos ligados à arte, à arquitetura e ao design.”

Para visitar o espaço, é preciso entrar em contato com Ale e agendar um horário. O telefone é (67) 99605-1009

Confira a galeria de imagens:

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