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Arquitetura

Gravura mantém família por perto e decoração afetiva dentro de casa

Com gravuras e madeira, quadrinho com árvore da família é uma boa opção de decoração

Por Thailla Torres | 22/04/2020 08:23
Quadrinho com árvore da família é decoração sensível e cheia de memórias. (Foto: Marcela Serra)
Quadrinho com árvore da família é decoração sensível e cheia de memórias. (Foto: Marcela Serra)

Uma casa sem fotografia parece um lugar sem memórias, quase impessoal. Ter aquela foto dos amigos, de um familiar, bichinho de estimação ou até mesmo a viagem preferida, mesmo que seja uma imagem em algum cantinho da casa, é como ter um pedacinho real do dono por ali. Pensando nas memórias e também na decoração da casa, a fotógrafa Marcela Serra, de 28 anos, ressignificou a presença das fotos em casa de um jeito sensível e decorativo. Com gravuras e madeira, ela criou uma série de quadrinhos afetivos que transformam o lar e a própria arquitetura da casa.

Tudo começou quando ela, maranhense, casou-se com um sul-mato-grossense. “Nós nos conhecemos na época da faculdade em São Paulo e foi lá que moramos até nosso filho mais velho ter pouco mais de um ano. Por vivermos longe dos nossos pais, eu quis encontrar uma forma de ter eles ali por perto, para que o meu filho pudesse sentir a presença deles”, explica.

Quando pensou nisso, Marcela diz que queria fazer algo para ter sempre à vista, mas que não fosse exatamente uma foto. “Foi quando pensei numa árvore da família. Lembro de ter procurado na internet, mas não encontrava nada parecido. Como sou publicitária de formação, tenho uma facilidade grande com a criação. Daí veio a ideia de ilustrar a árvore. Fiz a primeira gravura e deixei em um cantinho da casa que a gente sempre pudesse mostrar para o nosso pequeno”.

Depois de um tempo, a família se mudou para Campo Grande, mas não abriu todas as caixas da mudança. No ano passado, Marcela foi ajeitar algumas coisas em casa e encontrou o quadrinho que estava guardado. “Só que agora eu já tinha uma outra filha e me veio a vontade de fazer a versão atualizada. Nessa época eu ainda nem trabalhava com fotografia, mas serviu como uma faísca que ficou ali guardada”, conta.

O primeiro feito por Marcela, que virou inspiração para o projeto. (Foto: Marcela Serra)
O primeiro feito por Marcela, que virou inspiração para o projeto. (Foto: Marcela Serra)

O quadrinho com árvore da família foi uma experiência interessante com outras famílias, conta Marcela. “No meu primeiro curso de fotografia, quando ainda nem tinha clientes, fotografei uma família muito especial. Então como forma de agradecimento, resolvi fazer um quadrinho a dona da casa, Camila.  Além dela e as filhas, ilustrei os animais da casa. Foi uma surpresa e ela amou tanto que colocou num lugar de destaque, na sala de piano. Foi aí que eu vi que o quadro também poderia criar memórias de afeto”, lembrava.

O propósito da criação de gravuras é criar memórias afetivas. “A fotografia é o nosso legado, é uma maneira de contar a nossa história para as futuras gerações. O Projeto Nossa Família também tem esse efeito e de uma maneira lúdica e fácil de contar de onde a gente veio e como nos tornamos uma família. Então para mim foi muito natural querer colocar isso dentro da minha entrega de fotos”, explica

Na quarentena Marcela criou até jogo da memória com fotos da família. (Foto: Marcela Serra)
Na quarentena Marcela criou até jogo da memória com fotos da família. (Foto: Marcela Serra)

Na quarentena, Marcela foi além. Num daqueles dias que as crianças “pegavam fogo”, segundo elas, a mãe teve a ideia de fazer um jogo da memória da família. “Eu já tinha umas peças de madeira que iria usar pra fazer uma outra brincadeira, então imprimi as imagens, recortei e colei. Postei isso no Instagram e contei que tinha usado as ilustrações do quadro nossa família. Aí de cara eu já recebi dois pedidos de quadros de uma cliente”, diz.

A ideia inicial era fazer apenas para quem Marcela já fotografou, mas com a ideia de clientes em presentear, ela passou a fazer com imagens que o próprio cliente envia. “Especialmente neste período de isolamento, o quadro é uma forma de aproximar pessoas que estão longe. É como voltar para 2014, quando criei o projeto pra mim”, lembra.

O trabalho tem tamanho padrão. A gravura fica encaixada em uma base de madeira de 20 cm de largura. O preço depende da quantidade de pessoas. O investimento inicial é de R$ 70,00 reais com até 5 pessoas. É possível acrescentar mais familiares ou pets, mas a fotógrafa recomenda até 10 pessoas para não comprometer a visualização de todos. “Ele pode ter em cima o nome Nossa Família ou Nosso Lar”, detalha.

Quem tiver interesse no trabalho de Marcela pode entrar em contato pelo Instagram.

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