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Artes

A poucos dia de sua estação preferida, Zé Pretim é sepultado no Cruzeiro

Filho também lamentou não ter tido tempo de mostrar netinho ao pai

Por Thailla Torres e Jéssica Fernandes | 17/09/2021 11:39
Luiz de camisa xadrez abraçado com o filho de Zé, que não teve tempo de mostrar neto ao pai. (Foto: Henrique Kawaminami)
Luiz de camisa xadrez abraçado com o filho de Zé, que não teve tempo de mostrar neto ao pai. (Foto: Henrique Kawaminami)

Faltando seis dias para o início de uma das suas estações preferidas, que também virou título de uma de suas músicas “Primavera feita de amor”, o cantor, guitarrista e compositor, Zé Pretim, foi sepultado na manhã de hoje (17), no Cemitério Cruzeiro, ao lado de amigos e familiares emocionados.

Dessa vez, o blues não tocou. O único som possível de escutar a caminho do túmulo era o do choro de quem ainda vai demorar em ver a dor virar somente saudade no peito. Zé Pretim, na carreira musical batizado como o “bluesman pantaneiro” ou “lenda do blues de MS”, agora, fica na memória.

Mas se depender dos amigos, seu talento nunca será esquecido. “Zé tocava tudo, de música nordestina à música gaúcha, era a própria a essência do blues”, declarou Carlos Colman, também músico.

Aos 66 anos, Celito Espíndola, também foi se despedir do grande amigo. “Morre uma expressão artística” disse.

Maria Helena, uma das irmãs de Zé. (Foto: Henrique Kawaminami)
Maria Helena, uma das irmãs de Zé. (Foto: Henrique Kawaminami)

Cícero Antônio da Silva, 66 anos, trabalhou com Zé. “É extremamente doloroso pra mim, mas queria dizer que estou profundamente agradecido pela estima e amor que o Zé tinha por mim e a minha família, mas assim é a vida”, lamentou.

Luiz Henrique Avila, músico e grande amigo do cantor, era também um dos mais emocionados. “Se eu falar tudo o que ele representou e foi na minha vida, ficaria até a noite. O Zé não acaba aqui, obrigado a Deus por nos emprestar essa coisa linda”, disse em homenagem. Lembrou ainda que o músico se foi próximo a primavera, que também deu nome a uma de suas canções prediletas.

Já o filho, Geraldo Miguel Gomes, de 24 anos, bastante emocionado, lamentou não ter conseguido mostrar ao pai o primeiro neto. “Única coisa que eu queria era estar no fim do ano para mostrar o neto a ele, mas as coisas nem sempre são jeito que a gente quer”.

Para uma das irmãs, Maria Helena, o que fica no coração agora é a lembrança de um sorriso e alegria que nunca faltavam quando o irmão subia no palco. “E que ele é uma pessoa amada é muito gratificante”, finalizou.

O cantor foi encontrado morto na manhã de ontem (16), em sua residência, no Bairro São Jorge da Lagoa. Zé tinha completado 67 anos em maio.

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